- Michel Platini, ex-presidente da União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), acionou a Justiça francesa contra a Fifa, Gianni Infantino e dois ex-diretores, com fatos remontando a 2015 que encerraram sua candidatura à presidência da Fifa.
- A queixa criminal envolve Infantino, Marco Villiger (ex-diretor jurídico da Fifa) e Domenico Scala (ex-presidente do comitê de auditoria), com alegações de perseguição judicial e tráfico de influência para afastá-lo.
- O caso envolve o pagamento de 2 milhões de francos suíços da Fifa a Platini, autorizado pelo então presidente da entidade, Joseph Blatter, em 2011.
- Platini também move uma ação cível contra a Fifa buscando indenização por perdas financeiras relacionadas ao incidente que interrompeu sua trajetória como dirigente.
- Em março do ano passado, Platini e Blatter foram absolvidos de fraude e falsificação em tribunal de apelações da Suíça; Infantino, então braço direito dele, ficou com caminho livre para a presidência da Fifa. A Fifa não comentou o caso nesta segunda-feira.
Michel Platini acionou a Justiça na França contra a Fifa, o atual presidente Gianni Infantino e dois ex-diretores da entidade. A ação envolve fatos de 2015 que teriam contribuído para a desistência de sua candidatura à presidência da Fifa. O anúncio foi feito pelo ex-dirigente em comunicado à AFP em 8 de junho de 2026, a dois dias da abertura da Copa do Mundo de 2026.
A queixa criminal mira Infantino, Marco Villiger e Domenico Scala, alvo de alegações de falsa imputação e tráfico de influência, segundo Platini. O ex-jogador francês sustenta que houve uma campanha para afastá-lo da corrida presidencial da Fifa, associando o caso ao pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela federação em 2011, sob autorização do então presidente Joseph Blatter.
Paralelamente, Platini move uma ação cível contra a Fifa buscando indenização por perdas financeiras relacionadas ao episódio que interrompeu sua ascensão como dirigente. Em março do ano passado, ele e Blatter foram absolvidos de acusações de fraude e falsificação por um tribunal de apelações da Suíça, em decisão separada.
Na linha do tempo, o afastamento de Platini em 2015 abriu caminho para Infantino, então seu interlocutor na Uefa, chegar à presidência da Fifa em 2016. Infantino foi reeleito para os cargos em 2019 e 2023. A Fifa e Infantino não comentaram o caso na segunda-feira (8) quando o texto foi elaborado.
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