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Árbitro da Copa do Mundo é barrado nos EUA

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro africano em 2025, é impedido de entrar nos Estados Unidos, afetando sua participação na Copa do Mundo de 2026

Um palco de premiação com um telão exibindo a foto de Omar Abdulkadir, árbitro da Somália, sorrindo e vestindo uniforme da FIFA. O texto na tela diz REFEREE OF THE YEAR [MEN] e OMAR ABDULKADIR SOMALIA. No palco, duas pessoas de terno entregam um troféu a um homem, enquanto outras duas pessoas, uma de terno e outra com vestimenta amarela, observam. Uma plateia assiste ao evento
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  • Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi barrado na entrada no Aeroporto de Miami, nos Estados Unidos.
  • Artan foi eleito o melhor árbitro masculino de 2025 pela Confederação Africana de Futebol e estava escalado para apitar a Copa do Mundo de 2026.
  • Ele fazia parte do grupo de 52 profissionais anunciados para atuar no Mundial que acontece no Canadá, México e Estados Unidos.
  • O caso ocorre em um contexto de tensão migratória entre os EUA e países da África; o ex-presidente Donald Trump já havia feito críticas a imigrantes da Somália e, dias depois, o país entrou numa lista de 19 nações com pedidos de imigração suspensos.
  • Além de Artan, quatro jogadores com nacionalidade somali foram convocados por outras seleções: Akram Afif (Catar), Anis Ben Slimane (Dinamarca), Taha Ali (Suécia) e Mukhtar Ali (Arábia Saudita).

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, escalado para a Copa do Mundo de 2026, foi barrado ao tentar entrar nos Estados Unidos, no Aeroporto de Miami, nesta segunda-feira, conforme a AFP. Artan integrava a lista de 52 profissionais anunciados para apitar o torneio no Canadá, México e Estados Unidos.

Nomeado o melhor árbitro masculino de 2025 pela Confederação Africana de Futebol, Artan havia garantido vaga entre os oficiais designados para a Copa. A notícia de restrição de entrada ocorreu pouco antes do início do evento global.

A decisão coincide com tensões migratórias recentes, incluindo comentários de Donald Trump sobre imigrantes somalis e a inclusão da Somália numa lista de 19 países com pedidos de imigração suspensos. A situação gerou reações de autoridades esportivas e do governo somali.

Ciise Aden Abshir, consultor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, afirmou que negar a entrada do árbitro prejudica o atletismo, o mérito e o espírito do jogo limpo. Ele enfatizou o impacto sobre a carreira do profissional.

Entre os representantes da Somália no torneio, Artan é um dos cinco: Akram Afif (Catar), Anis Ben Slimane (Dinamarca), Taha Ali (Suécia) e Mukhtar Ali (Arábia Saudita). A participação deles reforça a presença do país no mundial.

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