- Árbitro Omar Artan, da Somália, teve entrada negada nos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump, apesar de estar escalado para a Copa do Mundo.
- O motivo da recusa não foi divulgado até o momento, segundo Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, mesmo com o visto válido.
- A Somália figura entre os países sujeitos à proibição de viagem aos Estados Unidos imposta pela administração Trump.
- Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa; aos 34 anos, era apontado como um dos árbitros mais respeitados da África.
- Ele integra a Fifa desde 2018 e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.
O árbitro somali Omar Artan, com patente da FIFA, teve a entrada negada nos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump. Artan estava escalado para apitar na Copa do Mundo de futebol, em território norte-americano, com a seleção da Somália entre os candidatos a árbitras da competição.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira por uma autoridade do governo somali. Não foram apresentados os motivos oficiais da expulsão, mesmo com Artan possuindo visto válido, segundo Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.
A Somália está entre os países contemplados por a proibição de viagem imposta pelos EUA. Artan é descrito como um dos árbitros mais respeitados da África, e a retirada dele impacta não apenas a carreira do profissional, mas também o espírito de igualdade e mérito no futebol, conforme relato de Abshir.
Desdobramentos e confirmação da FIFA
Horas após o incidente, a FIFA confirmou a retirada de Artan do quadro de árbitros da Copa do Mundo. A decisão foi comunicada pela entidade máxima do futebol global, sem detalhar os motivos da mudança.
Omar Artan, de 34 anos, integrava o grupo de 52 árbitros selecionados para a edição deste ano, realizada em parceria entre Canadá, México e Estados Unidos. Está na FIFA desde 2018 e foi eleito Árbitro do Ano pela CAF em 2025.
A Somália já ocupou espaço relevante no futebol africano, com Artan recebendo o reconhecimento da CAF. O caso ocorre em meio a declarações anteriores do presidente americano sobre a situação do país, que reforçaram tensões entre as nações envolvidas.
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