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Árbitro somali escalado para Copa do Mundo é negado nos EUA pelo governo Trump

Árbitro somali escalado para a Copa do Mundo teve entrada negada nos EUA; Fifa o retirou do quadro de árbitros diante da proibição de viagem

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan em foto de janeiro de 2024. — Foto: Kenzo Tribouillard/AFP
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  • Árbitro Omar Artan, da Somália, teve entrada negada nos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump, apesar de estar escalado para a Copa do Mundo.
  • O motivo da recusa não foi divulgado até o momento, segundo Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes somali, mesmo com o visto válido.
  • A Somália figura entre os países sujeitos à proibição de viagem aos Estados Unidos imposta pela administração Trump.
  • Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar jogos de Copa; aos 34 anos, era apontado como um dos árbitros mais respeitados da África.
  • Ele integra a Fifa desde 2018 e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.

O árbitro somali Omar Artan, com patente da FIFA, teve a entrada negada nos Estados Unidos pelo governo de Donald Trump. Artan estava escalado para apitar na Copa do Mundo de futebol, em território norte-americano, com a seleção da Somália entre os candidatos a árbitras da competição.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira por uma autoridade do governo somali. Não foram apresentados os motivos oficiais da expulsão, mesmo com Artan possuindo visto válido, segundo Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.

A Somália está entre os países contemplados por a proibição de viagem imposta pelos EUA. Artan é descrito como um dos árbitros mais respeitados da África, e a retirada dele impacta não apenas a carreira do profissional, mas também o espírito de igualdade e mérito no futebol, conforme relato de Abshir.

Desdobramentos e confirmação da FIFA

Horas após o incidente, a FIFA confirmou a retirada de Artan do quadro de árbitros da Copa do Mundo. A decisão foi comunicada pela entidade máxima do futebol global, sem detalhar os motivos da mudança.

Omar Artan, de 34 anos, integrava o grupo de 52 árbitros selecionados para a edição deste ano, realizada em parceria entre Canadá, México e Estados Unidos. Está na FIFA desde 2018 e foi eleito Árbitro do Ano pela CAF em 2025.

A Somália já ocupou espaço relevante no futebol africano, com Artan recebendo o reconhecimento da CAF. O caso ocorre em meio a declarações anteriores do presidente americano sobre a situação do país, que reforçaram tensões entre as nações envolvidas.

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