- Antes do torneio, a Fifa enfrenta críticas pela proximidade de Gianni Infantino com o ex-presidente Donald Trump, incluindo aparições públicas e a entrega de um Prêmio da Paz; a entidade afirma neutralidade, mas há leitura de agenda política.
- As regras de visto dos Estados Unidos dificultam a entrada de torcedores de vários países, com proibições para Irã e Haiti e temores de controles próximos aos estádios.
- A venda de ingressos usa preço dinâmico, gerando valores muito altos; há reclamações de cobrança indevida, falta de transparência e uso da revenda pela própria Fifa, que fatura com 30% de cada transação; ingressos da final chegaram a 690 mil dólares.
- A Copa passa a ter quarenta e oito seleções, com abertura de noventa e quatro jogos e fase de 16 avos; críticos dizem que a qualidade pode cair e que a expansão favorece federações menores.
- O torneio é alvo de críticas ambientais, com estimativas de mais de nove milhões de toneladas de CO₂; custos de deslocamento elevados e estádios distantes de centros urbanos geram críticas sobre sustentabilidade.
O Mundial de 2026 tem sido cercado de polêmicas antes do início da competição. Críticas apontam para a proximidade entre a Fifa, sob Gianni Infantino, e o governo americano, destacando participações em eventos inaugurais ao lado de Donald Trump e a entrega de um prêmio simbólico durante o sorteio. A entidade é formalmente neutra, mas críticos veem traços político-esportivos nas ações da presidência.
Entre os temas em debate estão regras de visto mais rígidas, com torcedores de vários países enfrentando restrições de entrada. Irã, Haiti e outras nações sofreram proibições parciais; restrições de turismo e depósitos de até 15 mil dólares já foram discutidos, ainda que temporariamente suspensos para muitos casos.
A comercialização dos ingressos também ganha repercussão. Preços elevados, venda com preço dinâmico e assentos deslocados geraram queixas de torcedores e de entidades de defesa do consumidor. Investigações sobre a venda de ingressos foram anunciadas pelas procuradorias de Nova Jersey e Nova York.
Mudanças de tema
A expansão para 48 seleções, pela primeira vez, aumenta o número de jogos e abre a possibilidade de fases seguintes com mais equipes. Embora aumente a receita da Fifa, críticos duvidam da qualidade esportiva e alertam para maior carga física dos jogadores e custos para torcedores.
Sustentabilidade em debate
A Fifa afirma promover sustentabilidade, mas estudos estimam que o torneio possa emitir mais de 9 milhões de toneladas de CO2. O deslocamento entre cidades-sede, com estádios afastados dos centros urbanos, agrava a pegada ambiental. Preços de transporte público variaram bastante, gerando críticas de ambientalistas.
Vistos e base iraniana
Em função da tensão entre EUA e Irã, o acesso dos iranianos foi alvo de entraves. A seleção iraniana deslocou sua base de Arizona para Tijuana, no México, para jogar as duas primeiras partidas em território americano. Doze membros da delegação teriam tido vistos negados, segundo a federação iraniana.
O Irã disputará as partidas contra Nova Zelândia e Bélgica em Inglewood, Califórnia, e encerra a fase de grupos em Seattle, contra o Egito. Caso avance, iranianos e norte-americanos podem se encontrar na fase eliminatória.
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