- Os Estados Unidos barraram a entrada de Omar Artan, árbitro da Somália, que seria o primeiro somali a apitar em uma Copa do Mundo em 2026.
- Artan, de 34 anos, tinha visto válido, mas a razão da proibição não foi divulgada.
- A decisão ocorre em meio a uma proibição de viagem aos EUA para cidadãos da Somália, anunciada durante o governo de Donald Trump.
- Artan estava entre os 52 árbitros selecionados para atuar na Copa do Mundo de 2026, organizada por Canadá, México e Estados Unidos.
- O árbitro atua na liga da Somália desde 2018 e foi eleito Árbitro do Ano pela CAF em 2025; o governo de Trump havia criticado a Somália no passado.
O árbitro Omar Artan, somali de 34 anos, teve sua entrada barrada nos Estados Unidos. A decisão ocorreu na véspera da Copa do Mundo de 2026, na qual ele estava escalado para apitar. Artan possuía visto válido, segundo informações de um assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália.
A Somália informou que ainda não recebeu explicações sobre o motivo da proibição. Ciise Aden Abshir afirmou à AFP que a medida surpreende, pois o árbitro está entre os 52 selecionados para atuar no torneio. A situação levanta questionamentos sobre critérios de seleção e critérios de viagem.
Artan é apontado como um dos árbitros mais respeitados da África e já atua na federação local há anos. Ele ganhou reconhecimento ao ser eleito Árbitro do Ano pela CAF em 2025 e participa da trajetória de apitar jogos de alto nível desde 2018.
Contexto político e histórico de restrições
A decisão ocorre em meio a uma lista de cidadãos de vários países sujeitos a restrições de viagem aos EUA. O tema ganhou repercussão após declarações do ex-presidente Donald Trump, que sinalizou mudanças no status de proteção a alguns grupos de imigrantes, incluindo cidadãos somalis, conforme fontes oficiais.
A Copa de 2026, organizada em conjunto pelo Canadá, México e EUA, marca o primeiro grande evento internacional com participação prevista de Artan. O árbitro somali seria o primeiro a apitar no torneio, caso a viagem fosse autorizada.
Este episódio acrescenta um capítulo à relação entre esportes e políticas migratórias, ressaltando o impacto de decisões administrativas nas carreiras de atletas e representantes do futebol. As autoridades somalis aguardam esclarecimentos oficiais sobre o ocorrido.
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