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Jogadores que brilharam após serem cortados chegam à seleção

Chegar de última hora à Copa pode abrir espaço ou ficar no banco, como mostram exemplos de 1970 a 1994

Éderson, volante da seleção brasileira, durante jogo contra o México
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  • O meio-campista Éderson foi chamado para substituir o lesionado Wesley e precisa ganhar espaço na Copa do Mundo.
  • Há exemplos de jogadores chamados de última hora que tiveram atuação relevante, como Josimar em mil novecentos e oitenta e seis.
  • Em mil novecentos e noventa e quatro, Aldair chegou para a defesa na vaga de Mozer e foi titular na campanha que levou o Brasil ao título.
  • Em mil novecentos e setenta e oito, Roberto Dinamite e Nelinho ganharam espaço ao longo do torneio, com Dinamite marcando gols.
  • Em dois mil e dois, Ricardinho foi chamado após lesão de Emerson e entrou no segundo tempo, mas não atuou na reta final; em dois mil e seis, Edmilson foi cortado e Mineiro não disputou partidas.

O meio-campista Éderson, convocado por Carlo Ancelotti para substituir o lesionado Wesley, tem pela frente o desafio de conquistar espaço na Copa do Mundo, chegando de última hora. A escolha envolve avaliação tática e adaptação ao elenco.

A história das Copas mostra que nomes chamados na reta final costumam ter oportunidades, mas nem sempre aproveitam. O futebol brasileiro já teve casos bem-sucedidos e outros em que a presença no plantel não resultou em minutos.

Atenção aos padrões desses chamados de última hora revela que o contexto é decisivo: oscila entre chance de titularidade, como já houve, e reserva que não entra em campo. A seleção tem histórico de variações nesse formato.

De Leão a Éderson

A trajetória de cortes prévios à Copa começa em 1970, quando Rogério se machucou e Emerson Leão entrou no lugar. O Palmeiras foi apenas reserva de Félix e Ado, mantendo-se no banco durante o Mundial.

Em 1974, Clodoaldo e Wendell foram cortados. Mirandinha chegou para o meio-campo, foi titular contra a Escócia, mas alternou entradas no complemento, sem brilho expressivo. Valdir Peres substituiu Wendell no banco.

Na Copa de 1978, Dinamite ganhou a vaga de Nunes e assumiu protagonismo. Nelinho, que substituiu Zé Maria, também ganhou espaço e marcou gols relevantes, especialmente na disputa pelo terceiro lugar contra a Itália.

Olho na atualidade

Na Espanha 1982, Careca foi cortado; Dinamite ficou sem atuar. Serginho Chulapa foi o titular de Telê Santana. Em 1986, Mozer, Toninho Cerezo e Leandro saíram; Josimar ganhou espaço e marcou dois gols, consolidando-se no time.

Aromas de reformulação continuaram em 1994, com Aldair e Ronaldão na zaga. Márcio Santos também ficou fora por lesão, abrindo espaço para Aldair como titular da defesa campeã mundial. Romário saiu lesionado em 1994, entrando Émerson na frente.

Em 2002, Emerson se machucou na véspera e Ricardinho entrou no segundo tempo, sem manter papel decisivo na reta final. O episódio mais recente listado é de 2006, quando Edmilson foi cortado e Mineiro permaneceu fora de campo na campanha.

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