- Em 2025/26, mais de 36% dos clubes das cinco maiores ligas europeias tinham algum vínculo com o mercado de capitais, segundo estimativa da PitchBook citada pelo UBS.
- Investidores institucionais ampliam presença no futebol por receitas em alta e pela percepção de clubes como ativos escassos.
- O capital atua por meio de participações minoritárias, financiamentos estruturados e operações híbridas, indo além da compra de controle.
- Exemplos incluem aportes no Paris Saint‑Germain e na Juventus, além de dívidas com garantia usadas por Barcelona, Atalanta e Lyon; o São Paulo adotou estrutura semelhante com um FIDC da Galapagos.
- A partilha de receitas cresce, com a parceria entre Sixth Street e Real Madrid no Santiago Bernabéu; no Brasil, WTorre e Palmeiras mostraram modelo parecido para a arena gerar receita adicional ao futebol.
O mercado de capitais está cada vez mais presente no futebol europeu e mundial. Um relatório recente do UBS, com base em dados da PitchBook, aponta que investimentos no esporte vão além da compra de controle de clubes, expandindo-se para estruturas financeiras diversas. A temporada 2025/26 já revela que mais de 36% dos clubes das cinco maiores ligas europeias possuem algum vínculo com o mercado de capitais.
Além de aquisições de clubes menores ou endividados, o financiamento por meio de estruturas alternativas ganhou espaço. Participações minoritárias, financiamentos estruturados e operações híbridas aparecem entre as estratégias adotadas pelos investidores institucionais.
No cenário europeu, exemplos incluem aportes no Paris Saint-Germain e na Juventus, além de dívidas garantidas usadas por Barcelona, Atalanta e Olympique de Lyon. No Brasil, o São Paulo adotou uma estrutura semelhante com um FIDC gerido pela Galapagos.
Mudanças de pauta: formatos de investimento e parcerias
O estudo aponta que o capital entra por vias variadas, não apenas pela compra de participação. Modelos híbridos e dívidas estruturadas ampliam o leque de opções para clubes com receitas em crescimento e ativos considerados escassos.
Outra frente relevante é o compartilhamento de receitas. A parceria entre Sixth Street e Real Madrid para o estádio Santiago Bernabéu serve como exemplo de monetização além do campo. No Brasil, a relação entre WTorre e Palmeiras também envolve o estádio, consolidando a arena como fonte relevante de receita adicional ao futebol.
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