- Michel Platini entrou com ações civis e criminais na França contra a Fifa e Gianni Infantino, após alegações de corrupção em 2015.
- A denúncia criminal em Paris acusa Infantino, Marco Villiger e Domenico Scala de perseguição judicial maliciosa e tráfico de influência.
- Platini também moveu uma ação civil buscando compensação financeira por supostas manobras internas para impedir sua eleição à presidência da Fifa.
- A origem do caso remonta a um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela Fifa a Platini, autorizado em 2011 pelo então presidente Joseph Blatter.
- Platini foi absolvido definitivamente pela justiça suíça em março de 2025, o que ele diz ter sido um esforço para impedir sua chegada à liderança da Fifa; a Fifa negou irregularidades.
O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, acionou a Fifa e Gianni Infantino em ações judiciais civis e criminais na França. Ele acusa os dirigentes de conspiração, abuso de poder e perseguição judicial envolvendo o caso de corrupção de 2015. A queixa recai sobre manobras para impedir sua candidatura à presidência da Fifa.
A denúncia criminal, protocolada em Paris, aponta também para o ex-diretor jurídico da Fifa, Marco Villiger, e o ex-presidente do comitê de auditoria, Domenico Scala, por suposta perseguição maliciosa e tráfico de influência. Platini também move uma ação civil separada contra a Fifa para busca de reparação financeira integral.
O caso remonta a 2015, quando veio à tona o pagamento de 2 milhões de francos suíços da Fifa a Platini, autorizado em 2011 pelo então presidente Joseph Blatter. Sanções do comitê de ética afastaram o ex-jogador, abrindo caminho para Infantino assumir a presidência da Fifa em 2016.
Contexto do pagamento de 2011
A ação de Platini ocorre após sua absolvição definitiva na Suíça, em 25 de março de 2025, que ficou definitiva em setembro do mesmo ano. A defesa sustenta que o objetivo do processo era impedir sua eleição e, eventualmente, obstruir o andamento de reformas no órgão.
O episódio de 2015 é citado pela defesa como parte de uma investigação mais ampla sobre corrupção no futebol. A Fifa já negou irregularidades na condução do caso. A entidade não comentou imediatamente as novas acusações apresentadas pela parte autora.
Absolvição e desdobramentos
Platini, hoje com 70 anos, afirmou que a absolvição o desobriga de falar sobre o caso, mas que houve motivação política por trás das ações. A narrativa envolve a transição de Infantino de secretário-geral da UEFA para presidente da Fifa no início de 2016.
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