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Wesley é cortado da seleção por lesão que tirou lateral da Copa

Lesão grau três no adutor da coxa esquerda tira Wesley da Copa do Mundo; recuperação pode levar de oito a doze semanas e Brasil estreia contra Marrocos

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  • Wesley, lateral-direito ex-Flamengo e atual da Roma, foi cortado da seleção brasileira após lesão no amistoso contra o Egito.
  • Teve contusão grau três no músculo adutor da coxa esquerda, com recuperação estimada entre oito e 12 semanas; Brasil tem estreia em cinco dias.
  • Médico Bruno Canizares afirma que é lesão grave e não deve haver pressa no retorno para evitar nova lesão ou comprometimento de outras regiões.
  • Para a vaga de Wesley, o técnico convocou Éderson, meio-campista da Atalanta, deixando a posição de lateral direita em aberto.
  • A seleção encara o Marrocos na estreia da Copa do Mundo, no sábado, 13, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey.

Wesley, lateral-direito ex-Flamengo e atual jogador da Roma, foi cortado da Seleção Brasileira após lesionar-se no amistoso contra o Egito na noite de sábado. A contusão ocorreu durante a partida, e o atleta não terá condições de atuar na Copa do Mundo.

Ele foi substituído com dores e, ao deixar o campo, chorou no banco. Exames de imagem confirmaram a lesão muscular no adutor da coxa esquerda, classificada como grau três. A recuperação pode levar entre oito e 12 semanas, dificultando o retorno antes da estreia da Seleção.

Com a lesão, a seleção se vê sem uma das principais peças de defesa. O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, no próximo sábado (13), às 19h, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Entenda a lesão muscular

As lesões musculares são classificadas em três graus. No grau um, a ruptura não é visível a olho nu, mas pode aparecer em ressonância; o tempo de recuperação é de duas a quatro semanas. No grau dois, ocorre ruptura parcial das fibras, com recuperação de quatro a oito semanas. No grau três, há ruptura total das fibras, com afastamento de oito a 12 semanas.

Ao ocorrer a lesão, o jogador estica a perna durante o cruzamento na área e, apesar de tentar seguir, não conseguiu. Segundo o médico Bruno Canizares, os adutores são cruciais para mudanças de direção, aceleração e desaceleração, demandadas pela posição de Wesley. A lesão de grau três é significativa e exige cuidado para recuperação completa de força, potência e confiança.

Não se deve apressar o retorno às atividades, alerta o especialista. Caso haja pressa, aumenta o risco de nova lesão ou comprometimento de outras regiões. Na fase inicial, o tratamento prioriza controle da dor e do inchaço, com fisioterapia para mobilidade. O fortalecimento vem na etapa seguinte, e apenas no final é possível retomar gestos específicos.

Quem assume a vaga

Para substituir Wesley, o técnico Carlo Ancelotti chamou o meio-campista Éderson, da Atalanta, na Itália. A posição da lateral direita, que antes parecia definida, passa a depender de ajustes na equipe.

O Brasil mantém o foco na preparação para a estreia, com dúvidas na linha defensiva até a data da partida. A Seleção não tem previsão de retorno de Wesley para a Copa, e a comissão técnica avalia as possíveis mudanças táticas para o duelo com o Marrocos.

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