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Acordo histórico transforma pagamentos no futebol dos EUA

Federação de Futebol dos Estados Unidos institui remuneração igualitária até 2028, unificando salários, bônus e participação em receitas entre seleções masculina e feminina

Disputa entre jogadoras dos EUA e do Brasil, em partida nesse sábado (6) na Neo Química Arena, em São Paulo
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  • Em 2022, a US Soccer criou um modelo que paga as mesmas quantias para homens e mulheres em convocações, bônus, premiações e participação em receitas comerciais, válido até 2028.
  • A mudança encerra disputas judiciais iniciadas em 2016 pela equipe feminina, que cobrava equiparação salarial e recursos equivalentes aos masculinos.
  • Antes, convocação para a Copa do Mundo rendia cerca de R$ 33 mil às jogadoras, vs. aproximadamente o triplo para os homens; com o novo modelo, todas as convocações passam a render cerca de R$ 117 mil.
  • A federação passou a juntar os recursos de Copas do Mundo masculina e feminina em um único fundo, que é dividido igualmente entre as duas equipes.
  • Além de salários, o acordo traz melhorias em treinamento, hospedagem, deslocamento, saúde mental, proteção de dados, maternidade e serviços de apoio aos atletas.

A Federação de Futebol dos EUA (US Soccer) assinou, em 2022, um acordo que iguala salários, bônus, premiações e participação em receitas comerciais entre seleções masculina e feminina. A medida vale até 2028 e encerra anos de disputas judiciais.

O acordo criou um sistema que distribui recursos de forma idêntica para partidas, torneios e direitos de mídia. Antes, homens recebiam valores significativamente maiores, mesmo com desempenho esportivo inferior.

A mudança ocorreu após uma mobilização liderada por jogadoras, com destaque para Megan Rapinoe. Em 2019, 28 atletas processaram a US Soccer por discriminação de gênero; em 2022 chegou-se a um acordo judicial.

Como funciona o modelo

Homens e mulheres passam a receber os mesmos valores por convocação, bônus por desempenho, prêmios e participação em receitas comerciais. A paridade vale para amistosos e Copas do Mundo.

Segundo apuração, a convocação para a Copa do Mundo passou a render igual valor para as atletas, aproximando-se de 117 mil reais por convocação. Anteriormente, a diferença era de cerca de três para um.

A federação criou um fundo único que reúne recursos de Copas do Mundo masculina e feminina e distribui o montante igualmente entre as jogadoras de ambas equipes. A estratégia elimina o impacto financeiro da disparidade nas premiações.

Além dos salários

O acordo prevê condições equivalentes de treinamento, hospedagem e deslocamento para as duas seleções, com hotéis, centros de treinamento e voos semelhantes. Proteções de saúde física e mental foram fortalecidas.

Também houve a criação de participação nas receitas comerciais, com direitos de transmissão, patrocínios e marketing gerando recursos compartilhados entre as seleções. Benefícios adicionais incluem cuidado infantil e planos de previdência.

Proteções específicas foram mantidas para a seleção feminina, incluindo licença parental remunerada e apoio financeiro para jogadoras afastadas por gravidez ou questões de saúde mental relacionadas ao esporte.

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