- Onze cidades dos Estados Unidos sediarão jogos da Copa do Mundo de 2026, com financiamento e operação inteiramente responsabilidade das prefeituras locais.
- As prefeituras podem enfrentar prejuízos de até 250 milhões de dólares com custos de segurança, infraestrutura e logística, mesmo diante de lucros estimados pela Fifa de até 13 bilhões de dólares.
- Arquitetura de custos mais descentralizada levou cada cidade a assumir obrigações próprias, reduzindo a coordenação entre sedes para despesas e receitas.
- Contratos da Fifa garantem exclusividade aos patrocinadores oficiais, limitando parcerias locais e dificultando a geração de receitas adicionais durante o torneio.
- Grandes cidades como Chicago e Minneapolis deixaram de sediar, citando riscos financeiros para os contribuintes; EUA devem gerar empregos temporários e aumento na demanda por hospedagem e serviços.
A Copa do Mundo de 2026 terá 16 sedes, sendo 11 cidades nos Estados Unidos. Faltam dois dias para o início do torneio. A expectativa é de lucros para a FIFA, mas as cidades-sede enfrentam custos elevados com segurança, infraestrutura e logística.
Cada cidade estadunidense assume responsabilidades operacionais e financeiras para viabilizar os jogos. Não há coordenação centralizada de despesas, o que aumenta a pressão sobre os orçamentos locais. A Fifa mantém contratos de patrocínio que limitam parcerias locais.
Entre os gastos estão policiamento, monitoramento, mobilidade urbana e organização de eventos de fãs. As Fan Fests, espaços públicos de transmissão, envolvem custos de infraestrutura, segurança e logística sob responsabilidade municipal. O objetivo é manter o fluxo de visitantes.
A proibição de acordos com concorrentes das marcas patrocinadoras oficiais restringe receitas adicionais para as cidades. Assim, o retorno econômico depende principalmente do turismo, da hotelaria e do consumo em serviços locais durante o torneio.
Antes da competição, grandes cidades já anunciaram cautela. Chicago e Minneapolis desistem de sediar parte dos jogos, citando riscos bilionários para os contribuintes e a viabilidade financeira do projeto público.
Ao menos nos EUA, espera-se impacto significativo na economia de centros como Nova York, Los Angeles e Miami, com ocupação hoteleira e geração de empregos temporários. A expectativa é de fluxo de turistas e maior movimento comercial nos meses da Copa.
Enquanto isso, o México, Canadá e outros países da região também se preparam para aproveitar o evento, embora com modelos de investimento e custos públicos diferentes. A avaliação geral se concentra no equilíbrio entre gastos de segurança e a atração de visitantes.
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