- Gustavo Fernandes, filho do Gaúcho da Copa, mantém o legado com o irmão Frank Damasceno e leva a história aos estádios.
- O pai, Clóvis Acosta Fernandes, torcedor-símbolo da seleção, faleceu em 2015 de câncer depois de acompanhar o Brasil em sete Copas.
- Nesta Copa, Gustavo não viajará aos EUA, México e Canadá por conta do nascimento da filha Eva; Frank irá presencialmente.
- Entre os rituais, está acordar com o bigode cuidado, usar chapéu polido e manter a taça em destaque; a imagem do pai chorando após o 7 a 1 de 2014 ficou marcada.
- A história dos Gaúchos na Copa já é reconhecida pela Fifa; familiares contam com apoio de “anjos” que ajudam durante os Mundiais.
Gustavo Fernandes, filho do torcedor conhecido como Gaúcho da Copa, mantém a tradição da família na arquibancada. Com bigode, chapéu e réplica da taça, ele reforça o legado do pai, falecido em 2015. Clóvis Acosta Fernandes acompanhou a seleção em sete Copas do Mundo e em outras competições, viajando por mais de 60 países.
Gustavo é gremista como o pai e já compareceu a Mundiais com o irmão Frank Damasceno. Os dois estiveram presentes nas Copas de 2018 na Rússia e 2022 no Catar, mantendo o ritual que marcou a família ao longo dos torneios.
O novo Mundial, no entanto, terá diferença: Frank estará presente, enquanto Gustavo não viajará aos Estados Unidos, México e Canadá por ter acabado de nascer a filha Eva, há uma semana. A família afirma que a taça será, neste mundial, nos braços da filha.
Legado e tradições
Em entrevista ao R7, Gustavo explicou que a preparação para o dia de jogo envolve deixar o bigode na régua, fazer a barba com cuidado, escovar o chapéu e polir a taça. Ele ressaltou que o legado do pai ganhou visibilidade mundial após o impacto da derrota de 7 a 1 para a Alemanha em 2014, quando Clóvis chorou ao abraçar a réplica da taça.
A família recebe apoio de “anjos” que ajudam na hospedagem durante os Mundiais. Gustavo lembrou que essa rede de acolhimento é um marco da história da dupla, com exemplos de acolhimento em Copacabana durante a preparação para copas subsequentes. A Fifa já reconheceu a história como marcante para a torcida da seleção brasileira.
Além do Brasil, os gaúchos da Copa também contribuíram para a relação entre torcedores de diversas partes do mundo com o legado da família, inclusive em países como Brunei e Cazaquistão. A entrevista também destacou a alegria de ver Weverton convocado para a seleção, mesmo com dúvidas sobre titularidade.
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