- A capa do jornal francês L’Équipe critica Gianni Infantino, presidente da Fifa, e ironiza a atuação dos EUA na Copa do Mundo, destacando a manchete “Bem-vindos aos EUA”.
- O texto ressalta o peso da política antimigratória norte-americana para a organização do torneio.
- O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi escalado pela Fifa, mas foi proibido de entrar nos Estados Unidos após 11 horas de entrevista na imigração e acabou voltando ao país de origem.
- O iraquiano Aymen Hussein foi detido por cerca de sete horas na imigração ao chegar aos EUA, antes de ter entrada liberada.
- O fotógrafo da seleção do Iraque teve o visto negado na chegada e foi deportado para Bagdá.
O jornal francês L’Équipe publicou nesta quarta-feira uma capa que critica a participação dos Estados Unidos na Copa do Mundo e aponta relações entre Gianni Infantino e a política externa americana. A manchete ironiza a ideia de universalidade da Fifa diante das ações migratórias do país.
Entre as matérias mencionadas pelo veículo, está o caso do árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália. Ele foi escalado pela Fifa para atuar na Copa, mas enfrentou 11 horas de entrevista no setor de imigração, ficou detido e acabou impedido de entrar no país, retornando ao seu estado de origem.
A cobertura também destaca episódios envolvendo a seleção iraquiana. O principal jogador Aymen Hussein ficou sob detenção por cerca de sete horas na imigração ao chegar aos EUA, antes de receber liberação para seguir para a competição.
Além disso, o jornal relata que o fotógrafo da equipe iraquiana teve o visto negado na chegada e foi deportado para Bagdá. A sequência de ocorrências é apresentada como crítica internacional ao tratamento de atletas e equipes na passagem pelo território americano.
A edição repercute ainda a posição adotada pelos EUA em matéria de políticas migratórias, comparando-a com promessas de abertura associadas ao Mundial. A repercussão ocorre em meio a debates sobre isonomia de participação e acessos para delegações de diferentes países.
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