- Michel Platini reabriu uma ação contra a FIFA e o presidente Gianni Infantino, protocolada na França, com acusações de denúncia caluniosa e tráfico de influência.
- Segundo o ex-dirigente, houve um movimento estruturado para inviabilizar sua candidatura à presidência da FIFA, deixando Infantino como favorito.
- A crise tem origem em dois fatos de 2011 e 2015: o pagamento investigado pela FIFA a Platini e a posterior suspensão do francês, que freou sua campanha.
- Em 2025, a Justiça suíça declarou a absolvição definitiva de Platini e de Joseph Blatter, encerrando o processo criminal.
- Com a nova ação civil e criminal, Platini busca responsabilizar quem, segundo ele, contribuiu para sua queda e obter reparação por danos à sua carreira e reputação, em um momento próximo à Copa do Mundo de 2026.
Michel Platini abriu uma nova ação judicial contra a FIFA e o atual presidente Gianni Infantino, na França. O ex-presidente da UEFA alega ter sido vítima de uma conspiração para afastá-lo da liderança do futebol, em meio ao ciclo que antecede a Copa do Mundo de 2026.
A denúncia aponta acusações como denúncia caluniosa e tráfico de influência. Platini sustenta que foi alvo de uma investigação injusta e de um movimento estruturado para inviabilizar sua candidatura à presidência da FIFA.
O início da crise e o peso da acusação
A controvérsia remonta a 2015, quando a FIFA enfrentou uma crise institucional e Joseph Blatter avaliava a saída do cargo. Platini era visto como favorito para a presidência, mas uma investigação revelou um pagamento em 2011 pela FIFA, alegadamente por serviços prestados anos antes.
Em 2016, Infantino emergeu como cabeça da eleição presidencial da FIFA, após disputa com Platini. O ex-árbitro afirma que houve uma estratégia para abrir espaço para Infantino, e não apenas coincidência entre os fatos.
Processo criminal já encerrado na Suíça
Platini e Blatter foram alvo de investigações envolvendo fraude, falsificação de documentos e gestão desleal. O caso durou anos e chegou a instâncias suíças, com absolvição definitiva em 2025. Mesmo assim, a trajetória política de Platini foi impactada pela crise.
Com a resolução criminal, o ex- dirigente lança uma nova ofensiva civil e criminal. O objetivo é responsabilizar pessoas que, segundo ele, contribuíram para sua queda e para consequências duradouras em sua carreira.
Implicações para o cenário atual do futebol
A nova ação chega em momento em que a FIFA tenta fortalecer sua imagem institucional antes de outra Copa do Mundo. As acusações de Platini reabrem debates sobre governança, transparência e disputas de poder dentro da entidade.
Caso avance, o processo pode trazer novas informações sobre o episódio de 2015 e seus desdobramentos, sem alterar a atual estrutura de liderança, mas ampliando a fiscalização e o escrutínio sobre decisões internas.
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