- Osmar Stábile, presidente do Corinthians, passou a ser investigado pelo Ministério Público de São Paulo por supostas irregularidades na contratação de uma empresa de controle de acesso para atuar no clube.
- A inclusão dele na apuração ocorreu após novos elementos, incluindo o depoimento do ex-diretor administrativo Fábio Soares, que afirma ter sido a decisão da contratação em vez de fluxo do setor administrativo.
- Documentos indicam que Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, proprietário da empresa contratada de forma emergencial, também trabalhou no Corinthians no mesmo período, numa função de gerente operacional segundo um ofício de maio.
- Stábile disse ao UOL que não foi responsável pela contratação e que a condução ficou a cargo do departamento administrativo, divergindo do relato de Soares.
- A defesa de Nandão pediu adiamento do depoimento, mas o MP fixou o dia 15 de junho para a oitiva por videoconferência; há possibilidade de esclarecimentos por escrito e de apresentação de novos documentos ao Corinthians.
O Ministério Público de São Paulo investiga o presidente do Corinthians, Osmar Stábile, por suposta irregularidade na contratação de uma empresa de controle de acesso para o clube. A inclusão do nome dele ocorreu após novas informações surgirem na apuração.
O ex-diretor administrativo Fábio Soares disse ao MP que a contratação foi decisão do próprio presidente, não da área administrativa do clube. Essa versão, segundo o Ministério, entra como elemento relevante da investigação.
Documentação obtida pelo MP aponta que Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, era proprietário da empresa contratada emergencialmente e atuava no Corinthians no mesmo período, conforme um ofício de maio que o identifica como gerente operacional do clube.
Desdobramentos
Em entrevista ao UOL, em 13 de maio, Stábile afirmou não ter sido responsável pela contratação e que a condução ficou a cargo do setor administrativo. O presidente também disse não ter participado do processo, contrariando o relato do ex-diretor.
A divergência entre depoimentos motivou a que Stábile fosse investigado por possível participação na contratação. Promotores analisam também o vínculo entre o clube e o empresário, que atuava como prestador de serviços e funcionário do Corinthians.
Para aprofundar, o MP requisitou novos documentos ao Corinthians, incluindo cópias de ofícios assinados por Nandão e informações sobre outras pessoas citadas nos registros. O objetivo é esclarecer a relação entre as partes.
O depoimento de Nandão está marcado para 15 de junho. A defesa pediu para remarcar após 26 de junho, alegando que ele está fora do Brasil. O MP manteve a oitiva, que será realizada por videoconferência, com possibilidade de manifestação por escrito.
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