- A Football Association abriu uma investigação de salvaguarda em 2023 sobre o comportamento de David Sullivan, então co-presidente e majoritário do West Ham United, resultando numa proibição de contato com as equipes femininas e de base do clube.
- Um grupo de salvaguarda, formado pelo West Ham, pela FA e pela autoridade local, decidiu impedir Sullivan de ter acesso às equipes femininas e de base e de assistir aos seus jogos, mantendo a restrição até hoje.
- Sullivan nega as acusações e não comentou; a medida não foi tornada pública, e ele continuou aparecendo em jogos do time masculino no London Stadium.
- Ele deixou os cargos de co-presidente e diretor no último sábado, antes da investigação do BBC e do Times, que descrevem denúncias de abuso de poder envolvendo mulheres jovens ao longo de décadas.
- Autoridades como polícia, o Regulador Independente do Futebol e o governo foram mencionadas nas apurações, com West Ham afirmando ter medidas de salvaguarda robustas e não comentar casos individuais.
David Sullivan, co-proprietário do West Ham United, está proibido de manter contato com as equipes femininas e de base do clube desde 2023, devido a preocupações com a proteção de menores.
Uma investigação de proteção de menores foi iniciada pela FA em 2023, após denúncias sobre a conduta de Sullivan, então co-presidente e diretor do clube. Um grupo de proteção, formado pelo clube, pela FA e pela autoridade local, decidiu restringir seu acesso aos times de base e femininos.
O banimento também impede Sullivan de assistir aos jogos dessas equipes, e permanece em vigor até hoje. O empresário não respondeu a pedidos de comentário, mas já negou as acusações no passado.
Desdobramentos e contexto
As restrições não foram tornadas públicas, e Sullivan continuou ativo no clube, frequently aparecendo na box de diretores nos jogos do time principal no London Stadium. Ele segue sendo o maior acionista, embora tenha renunciado aos cargos de co-presidente e de diretor no sábado, antes da coletiva da BBC e do Times sobre as denúncias.
As acusações, que remontam a décadas, envolvem mulheres associadas a publicações anteriores de Sullivan em que ele teria abusado de poder. A BBC e o Times também divulgaram que oito mulheres registraram relatos à polícia, embora nenhum caso tenha gerado acusação formal.
A polícia metropolitana afirmou tratar as denúncias com seriedade e informou que qualquer informação será avaliadas pelas autoridades. O Independent Football Regulator disse ter buscado informações urgentes sobre a aptidão de Sullivan para o cargo.
Reação institucional
Tanto o West Ham quanto a FA indicaram que possuem medidas robustas de proteção, sem comentar casos específicos. Parlamentares e autoridades britânicas reagiram, com pedidos de esclarecimentos sobre o andamento das investigações e da atuação dos órgãos competentes.
O clube reiterou que mantém políticas de proteção claras e que não pode detalhar casos individuais, conforme prática do setor. Sullivan havia indicado intenção de concentrar-se em responder às acusações como falsas ou imprecisas, segundo declarações anteriores.
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