- O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, foi barrado na entrada nos Estados Unidos e precisou retornar a Istambul, Turquia.
- Ele fazia parte de um grupo de 52 árbitros escolhidos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) para o Mundial de 2026; o torneio tem ainda 88 assistentes e 30 operadores de vídeo.
- A Fifa informou que Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo de 2026 após ter a entrada negada; a entidade ressaltou que não se envolve nos processos de imigração dos países sede.
- Artan atuou na final da Liga dos Campeões da Confederação Africana de Futebol (CAF) entre FAR Rabat e Mamelodi Sundowns, em 24 de maio, e já apitou o Mundial sub-20 de 2025.
- A assessoria de Ciise Aden Abshir, do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, afirmou que o árbitro viajou com documentação regular; a decisão gerou descontentamento no futebol africano e não há reversão prevista.
O árbitro Omar Abdulkadir Artan, escolhido pela Fifa para integrar o quadro da Copa do Mundo de 2026, foi impedido de entrar nos Estados Unidos, país sede. Ele desembarcou no Aeroporto de Miami e precisou retornar imediatamente para Istambul, sem autorização para ingressar no território norte-americano.
Artan fazia parte de um grupo seleto de 52 árbitros de campo escalados pela Fifa para o torneio, que terá 88 assistentes e 30 operadores de vídeo. Entre os africanos convocados para o Mundial está o gabonês Pierre Atcho, a Mauritânia Dahane Beida e o marroquino Jalal Jayed.
Segundo nota oficial da Fifa, Artan não poderá treinar nem atuar na Copa do Mundo de 2026 após a negativa de entrada. A entidade ressaltou que não atua nos processos de imigração dos países sedes e foi informada pelas autoridades sobre a situação, que não tem perspectiva de alteração.
Trajetória e contexto do árbitro
Nascido em Mogadíscio, Artan tem 34 anos e atua na arbitragem desde 2018. O currículo inclui finais de competições internacionais, como a CAF Champions League entre FAR Rabat e Mamelodi Sundowns, em 24 de maio deste ano. Também apitou no Mundial Sub-20 de 2025 e na Copa Africana de Nações.
A decisão repercute no cenário desportivo somali. Ciise Aden Abshir, assessor do Ministério da Juventude e Esportes da Somália, informou que o árbitro viajava com documentação regular e visto válido. A comunidade esportiva de seu país manifestou surpresa com a medida.
Afastamento de Artan ocorre enquanto a Fifa avança na organização do Mundial, com planos de continuidade sem a participação do árbitro somali. A situação destaca os desafios administrativos que podem impactar equipes técnicas e jogadores durante grandes torneios.
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