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Árbitro da Somália barrado nos EUA ainda pode apitar na Copa

Barreira de entrada nos EUA afasta árbitro somali da Copa; FIFA o remove da lista e atuação em Vancouver permanece improvável

Omar Abdulkadir Artan é considerado um dos principais nomes da arbitragem africana e, em 2025, foi eleito o melhor árbitro masculino do continente
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  • Omar Abdulkadir Artan, 34 anos, teve a entrada negada no Aeroporto de Miami e foi deportado após 11 horas de interrogatório.
  • A arbitragem da Copa ficou fora da lista oficial e não poderá apitar jogos da Copa, nem fora dos Estados Unidos, por manter base em Miami.
  • O Premier da Colúmbia Britânica, David Eby, chegou a convidar Artan para apitar partidas em Vancouver, mas a ideia é improvável de se concretizar.
  • A CBP informou apenas que o árbitro foi considerado inadmissível por “preocupações com a verificação de antecedentes”, sem detalhar os motivos.
  • Artan retornou à Somália, onde foi recebido com homenagens; ele é reconhecido entre os principais árbitros africanos e, em 2025, foi eleito o melhor árbitro masculino do continente.

Omar Abdulkadir Artan, de 34 anos, foi barrado pela alfândega de Miami, EUA, ao desembarcar no dia 6 de junho. O árbitro somali foi impedido de entrar, passou 11 horas sob interrogatório e acabou deportado. Ele deixava de figurar na lista de oficiais para a Copa do Mundo.

A situação ocorreu enquanto Artan era apontado como potencial história da competição ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a apitar uma Copa. A decisão impediu que ele participasse do Mundial, que ocorre também no México.

Um desdobramento ganhou contorno quando, em 9 de junho, o Premier da Colúmbia Britânica, David Eby, convidou Artan para apitar jogos em Vancouver. A cidade sediará sete partidas, mas não há indicativo de que a ideia vá se concretizar.

Situação na Copa

Mesmo com sugestões de participação, a prática não é viável. A Fifa retirou Artan da lista de árbitros; a organização não pode abrir exceção para atuar fora dos EUA. Questões logísticas e de segurança exigem que oficiais permaneçam baseados em Miami durante a competição.

O árbitro retornou à Somália, chegando a Mogadíscio na quarta-feira. Ele foi recebido com festa por autoridades e apoiadores locais. Em Istambul, Artan expressou satisfação com o apoio recebido e agradeceu à Fifa e à CAF.

Retorno e reação

Publicamente, o governo somali disse ter tentado viabilizar a entrada do árbitro com autoridades norte-americanas e com a Fifa, sem sucesso. A Federação Somali de Futebol informou que ainda não recebeu explicação oficial sobre a recusa. A Fifa confirmou que não interfere em processos de visto.

Artan é reconhecido como um dos principais nomes da arbitragem africana e, em 2025, foi eleito o melhor árbitro masculino do continente. A trajetória internacional dele foi destacada pela imprensa, mesmo diante do entrave imigratório.

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