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Capitão iraniano critica EUA na Copa; diz que política causou tensão

Capitão iraniano critica postura dos EUA em vistos, afirmando que a política gerou clima de tensão na Copa; 14 membros tiveram vistos negados e houve ajustes logísticos

Taremi, um dos jogadores mais conhecidos e capitão da seleção do Irã, não está satisfeito com postura dos Estados Unidos como anfitirão da Copa.
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  • Mehdi Taremi, capitão da seleção do Irã, critica a postura dos EUA com vistos e diz que a política gerou tensão na Copa.
  • Quatorze integrantes da delegação iraniana tiveram vistos negados para entrar nos EUA; torcedores com ingressos também tiveram problemas.
  • A equipe mudou a base de treinamentos de Tucson, nos EUA, para Tijuana, no México, após conversa com a Fifa.
  • O vice-presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Nabi, afirma que não deve haver discriminação no esporte e que a guerra no Oriente Médio afeta o contexto.
  • O Irã fará todos os jogos da fase de grupos em território norte-americano, com estreia contra a Nova Zelândia em 15 de junho, seguido de Bélgica em 21 de junho e Egito em 27 de junho; parte da preparação ocorreu na Turquia.

O capitão Mehdi Taremi criticou a postura dos EUA em relação à delegação iraniana durante a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à ESPN, ele disse que a política de vistos vigente criou um clima de tensão antes do torneio, afetando a atmosfera esperada em um Mundial.

Segundo o atacante, que já participou de 2018 e 2022, as negativas para membros da delegação contribuíram para o ambiente tenso. Taremi afirmou que, em Copas anteriores, havia uma sensação de amizade, que não se repete nesta edição.

A seleção do Irã chegou ao México no fim de semana para terminar a preparação antes do confronto de estreia contra a Nova Zelândia, marcado para a próxima segunda-feira. A mudança logística foi necessária após a Fifa promover alterações no local de treinamentos.

Inicialmente, a equipe pretendia treinar em Tucson, nos EUA, mas o complexo informou que a base foi transferida para Tijuana, na fronteira com o México. A mudança ocorreu em função de negociações entre as partes envolvidas.

Ao todo, 14 integrantes da delegação iraniana tiveram pedidos de visto negados para entrar nos Estados Unidos, além de torcedores com ingressos revogados. Entre os atingidos está Mehdi Mohammed Nabi, vice-presidente da Federação Iraniana de Futebol, que prometeu seguir trabalhando para reverter a situação.

A Federação destacou que não deve haver discriminação no esporte e que todos devem ser tratados de forma igual. A situação ocorre em meio ao contexto de conflitos na região, que também afetaram parte da preparação da equipe.

Além das dificuldades extracampo, o Irã teve de adaptar a preparação: parte das atividades ocorreu na Turquia antes da viagem para a América do Norte. Mesmo com os obstáculos, o grupo mantém o foco na competição.

O atacante Alireza Jahanbakhsh comentou a delicadeza do momento, principalmente pela preocupação com familiares que permanecem no Irã. Ainda assim, ele reiterou o empenho do elenco em manter a concentração dentro de campo.

A seleção iraniana disputará todos os seus jogos da fase de grupos em território norte-americano. O próximo duelo é contra a Nova Zelândia; depois, o time enfrenta a Bélgica em 21 de junho e encerra a fase de grupos contra o Egito em 27 de junho, no Grupo G.

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