- Walter Casagrande afirma que a FIFA não vê mais os grandes jogadores como prioridade, vendendo a Copa do Mundo como produto comercial independentemente de quem joga.
- Ele citou restrições de entrada nos Estados Unidos como exemplo de que a entidade não protege atletas nem a ideia de inclusão no esporte.
- Casagrande também associou o Mundial a interesses políticos e comerciais, mencionando Donald Trump e Gianni Infantino, com a integridade física ficando em segundo plano.
- Danilo Lavieri disse que, se estrelas como Mbappé, Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e Yamal pressionassem por condições iguais, poderiam influenciar, ainda que seja utópico.
- Mauro Cezar Pereira afirmou que há silêncio entre as seleções e que ex-jogadores se manifestam mais, sugerindo alienação entre atletas convocados.
Walter Casagrande afirmou que a Fifa prioriza o aspecto comercial da Copa do Mundo, independentemente de quem esteja em campo. A declaração foi feita durante o programa UOL News Esporte, do Canal UOL, ao comentar as restrições de entrada nos Estados Unidos.
Segundo o ex-jogador, a entidade estaria priorizando o negócio da competição em detrimento da proteção aos atletas e da ideia de inclusão pelo esporte. Ele diz que o foco atual é vender o evento e manter o interesse de diferentes mercados.
A fala de Casagrande indica uma crítica ao modelo da Fifa, sugerindo que a integridade física dos jogadores e o valor da competição ficam em segundo plano diante de objetivos comerciais e políticos. O comentarista cita nomes de peso para ilustrar a pressão por resultados.
Análise de outros comentaristas
Danilo Lavieri concorda que a Fifa parece não valorizar os atletas, e aponta a necessidade de união entre jogadores para exigir condições iguais. Ele admite que a mobilização seria difícil, mas vê como uma forma de pressão sobre a entidade.
Lavieri sugeriu que se grandes estrelas apresentassem uma posição comum, poderia haver impacto, mesmo reconhecendo a dificuldade prática de uma cooperação tão ampla entre elenco e arbitragem.
Mauro Cezar Pereira reforçou a percepção de baixo engajamento entre atletas convocados. Ele observou que há maior manifestação de ex-jogadores em temas relacionados, enquanto os atletas em atuação aparecem mais silenciosos.
Contexto das manifestações
Pereira aponta ainda para uma possível alienação entre os atletas das seleções, associada à cobertura midiática e a interesses diversos. A discussão envolve também a forma como as seleções se posicionam em relação a direitos iguais e condições de competição.
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