- A Copa do Mundo de 2026 é a primeira disputada em três países, com 48 seleções, a maior da história.
- Sam Porto, modelo e ex-jogador na infância, destaca a combinação de paixão pelo futebol com identidade de homem trans e os limites enfrentados pelo esporte.
- Cruela vê as camisas de futebol como memória visual e aponta o papel social das peças, além do vínculo familiar com o Corinthians.
- Kathleen Caroline explica que camisas de futebol servem como narrativas históricas em edição da All Senses, celebrando a presença da peça na moda brasileira.
- Fernanda Correrua ressalta o futebol como força cultural que influencia tendências na periferia, chegando a moda, música e publicidade.
Foi dado o ponta-pé inicial na Copa do Mundo de 2026, a primeira disputada por três países, com 48 seleções. O torneio promete ser o maior da história e reforça o papel do futebol na cultura mundial.
Para uma geração de criativos brasileiros, o futebol vai além dos 90 minutos. A relação com o esporte aparece como memória, identidade e reflexão sobre comunidade e futuro. A seguir, relatos de quem observa o jogo sob a ótica da moda e da expressão visual.
O futebol é ponto de partida para repensar trajetórias, estilos e referências. Ao mesmo tempo, revela desigualdades e espaços de inclusão, que se transformam em modo de criação para quem vive a cena cultural brasileira.
Sam Porto
Sam Porto já sonhou em ser jogador profissional. A relação com o futebol começou na rua e passou pela escolinha do São Paulo. Hoje, ele traz o esporte como parte da construção de identidade trans.
Na adolescência, surgiram limites que impediram a continuidade entre os mundos feminino e masculino. A escolha entre ser quem é, ou manter uma identidade para jogar, marcaria uma decisão definitiva. A experiência permanece.
Mesmo com o tempo, o futebol continua a inspirar. O atleta destaca que o esporte projeta sonhos, mas a inserção de minorias ainda enfrenta machismo e menor visibilidade, impactando pertencimento e lugar no mundo.
Cruela
Mayara Kerli, conhecida como Cruela, observa o futebol pelo viés visual. Ela lidera o Acervo do Relíquia, dedicado a peças vintage ligadas ao esporte e à cultura de rua, com foco nas camisas como memória.
A relação com o futebol começou na casa da família, marcada por paixões pelo Corinthians e pela várzea. Hoje, as camisas viram expressão cotidiana, além de objetos que revelam contextos sociais.
Cruela destaca que o interesse vai além do placar. As roupas e os símbolos do futebol influenciam seu olhar criativo, mostrando como o esporte se promove nos bairros e nas ruas.
Kathleen Caroline
Kathleen Caroline associa o futebol a lembranças familiares. O pai e os irmãos são parte de momentos de união em torno das partidas, conectados ao legado esportivo da casa.
Como produtora de conteúdo e embaixadora da All Senses, ela aponta que as camisas carregam história e circulam na moda brasileira há décadas, especialmente na periferia, antes de virar tendência.
Ela descreve encontros onde a camisa revela vínculos com família, amigos e vizinhança. A ideia é abrir espaço para que pessoas escolham a peça que melhor as represente.
Fernanda Souza
Fernanda Souza, conhecida como Fernanda Correrua, observa como tendências emergem nas periferias. A futebol mostra-se como força cultural potente, com impactos que vão da música à moda.
Segundo ela, jogadores de futebol lançam tendências que se espalham por diversas áreas. A periferia produz referências que acabam moldando o público e o consumo de moda.
Entre na conversa da comunidade