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Copa do Mundo tem 99 jogadores nascidos em solo francês

Copa terá 99 jogadores nascidos na França, evidenciando a formação do país; França tem 23, seguida por Argélia (13), Haiti (12) e RD do Congo (11)

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  • Ao todo, 99 jogadores nascidos na França atuarão na Copa do Mundo, representando 48 seleções.
  • A França tem o maior número, com 23 atletas; apenas três nasceram fora do país: Michael Olise, Marcus Thuram e Brice Samba.
  • As maiores delegações de nascidos na França fora do país são Argélia (13), Haiti (12), RD do Congo (11) e Senegal (10).
  • Outras seleções com atletas nascidos na França incluem Costa do Marfim (8), Tunísia (7), Marrocos (6), Cabo Verde e Gana (3 cada) e Egito, Espanha e Qatar (1 cada).
  • O cenário reflete décadas de imigração e o papel do Centro Nacional de Futebol, em Clairefontaine, na formação de talentos que defendem diversas seleções.

A França, campeã de 2018 e finalista em 2022, lidera a formação de jogadores de elite e, ao mesmo tempo, é palco de uma grande diáspora. Ao serem anunciadas as listas de convocados das 48 seleções da Copa, chamou a atenção o número de atletas nascidos na França que disputam o Mundial: 99 no total.

Desse total, 23 integram a própria seleção francesa, a maior representatividade. Entre os nascidos fora do país, apenas três atuam por clubes que não na França: Michael Olise (Inglaterra), Marcus Thuram (Itália) e Brice Samba (RD do Congo).

Diferenças por país de origem

Entre as seleções que contam com mais jogadores nascidos na França, a Argélia lidera com 13, seguida pelo Haiti (12), RD do Congo (11) e Senegal (10). Costa do Marfim tem oito, Tunísia sete, e Marrocos soma seis. Cabo Verde e Gana possuem três cada um, enquanto Egito, Espanha e Qatar têm um atleta francês cada.

Diáspora e formação na França

A presença de jogadores nascidos na França defendendo outras seleções reflete décadas de imigração, especialmente do Norte e Oeste da África. Muitas dessas pessoas cresceram com fortes laços com a França, mas optaram por representar países de origem dos pais ou avós.

Alguns casos emblemáticos envolvem atletas que nasceram na França, mas defenderão seleções de outros países, como Luca Zidane pela Argélia e Riyad Mahrez pela Argélia, ambos ligados a famílias de origem argelina.

Clairefontaine: a fábrica de talentos

A França também se apoia em uma tradição de formação de base robusta. O Centro Nacional de Futebol, em Clairefontaine, funciona como casa das seleções e como polo de desenvolvimento. O programa seleciona jovens entre 12 e 14 anos, principalmente da região de Paris, para treinamento intensivo.

Entre os formados em Clairefontaine aparecem nomes que marcaram a história do futebol mundial, como Kylian Mbappé, Thierry Henry e Paul Pogba. Também saíram jogadores que brilharam por outras seleções, como Pierre-Emerick Aubameyang, Mehdi Benatia e Kalidou Koulibaly.

Reflexos da política de base

Segundo o treinador da França sub-17, Lionel Rouxel, a França é um país de acolhimento que valoriza a diversidade sem perder identidade. O clube e as seleções de base trabalham para manter regras de convivência, ambiente estruturado e valores republicanos, com ênfase em viver, jogar e vencer de forma conjunta.

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