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Haiti é obrigado a trocar camisetas da Copa após FIFA rejeitar itens políticos

Haiti muda uniformes para a Copa do Mundo após a FIFA vetar elementos considerados políticos, na véspera do duelo com a Escócia

Josue Casimir and the Haitian national team wore jerseys that included imagery near the right hip evoking the country’s 19th-century revolution in a friendly against Peru last week.
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  • A Fifa obrigou a seleção do Haiti a trocar os uniformes antes da Copa do Mundo de 2026, por considerar parte do design como elemento político.
  • O conjunto original, produzido pela Saeta, trazia silhuetas associadas à Batalha de Vertières e à Revolução haitiana, expostos no quadrante direito da camisa.
  • A Saeta afirmou ter feito as alterações solicitadas pela Fifa durante o processo de aprovação, em colaboração com a Federação Haitiana de Futebol.
  • Os uniformes oficiais são azul (home), branco (away) e vermelho (third); todos exibem o emblema da equipe no centro.
  • O Haiti avançou nas eliminatórias da Concacaf pela primeira vez desde 1974 e teve as camisas contestadas em amistosos anteriores; a Fifa exibiu as novas peças em sessões de retratos oficiais, sem a iconografia.

Haiti teve que trocar as novas camisas na véspera da Copa do Mundo de 2026, após a FIFA classificar alguns elementos como politicamente sensíveis. Os ajustes foram obrigatórios antes do início da fase de grupos das eliminatórias da Concacaf, contra a Escócia, neste sábado. A fabricante Saeta afirma que colaborou com a FIFA para atender aos requisitos.

Em nota, a Saeta diz ter trabalhado em parceria próxima com a Federação Haitiana de Futebol para criar uma camisa que celebrasse o orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano. Diversos conceitos foram desenvolvidos e revisados ao longo de meses, submetidos ao processo de aprovação padrão da FIFA.

Segundo a empresa, a FIFA decidiu durante a revisão que alguns elementos visuais poderiam ser interpretados de maneiras diferentes pelas regras de equipamento, solicitando modificações. Embora a interpretação não refletisse a intenção original, a Saeta cumpriu as exigências comunicadas e entregou o design final.

A camisa azul é o lar, a branca é o visitante e a vermelha é a terceira opção, com detalhes vermelhos no colar e nas mangas e o emblema da seleção no centro. A controvérsia recai sobre o lado direito da peça, que traz silhuetas ligadas à Batalha de Vertières e à Revolução haitiana.

Essas imagens aparecem em todos os modelos lançados pela Saeta para o torneio. Os modelos já estão esgotados no site da fabricante, que não sinaliza uma nova remessa. A loja oficial da FIFA oferece apenas duas peças de produtos específicos para o Haiti.

A seleção haitiana se classifica para a Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974 e disputou amistosos de preparação com Nova Zelândia e Peru usando as camisas alvo da controvérsia. Nas sessões oficiais de retratos da FIFA, os atletas vestiram as camisas sem a iconografia questionada.

Este foi o segundo caso de mudanças de uniformes de um time haitiano em eventos internacionais neste ano. O Comitê Olímpico Internacional também exigiu redesign de trajes de esqui para os Jogos de Inverno em Milão, após imagens associadas a símbolos revolucionários parecerem violar diretrizes de expressão de atletas.

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