- O jornal francês L’Équipe chamou Infantino de “marionete” de Donald Trump na capa, ironizando a política migratória dos EUA antes da Copa.
- A manchete “Bem-vindo aos EUA” contextualiza as pessoas que vêm sendo barradas para acompanhar o Mundial.
- O árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, passou por entrevista de migração de 11 horas, ficou detido e acabou deportado.
- O iraquiano Aymen Hussein ficou detido por cerca de sete horas e teve a entrada liberada; o fotógrafo da seleção teve visto negado e retornou a Bagdá.
- O Irã recebeu autorização de entrada apenas nos dias dos jogos; a Reuters informou que poderá chegar um dia antes. A Copa tem 48 seleções, em três sedes, começando no dia 11 e com final em 19 de julho.
O jornal francês L’Équipe gerou controvérsia ao associar Gianni Infantino a uma eventual marionete de Donald Trump, em reportagem publicada nesta quarta-feira. A capa traz a frase “Bem-vindo aos EUA” e aborda políticas de imigração que afetam o acesso de pessoas ao Mundial de futebol. A matéria critica a postura do governo americano neste tema.
Entre os casos destacados, o árbitro Omar Abdulkadir Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos EUA após uma entrevista de imigração de 11 horas, ficou detido e acabou deportado, mesmo integrado à delegação da Fifa para apitar a competição. A assessoria do órgão confirmou o incidente, sem comentar adicionalmente.
Além dele, o iraquiano Aymen Hussein ficou preso por cerca de sete horas na imigração, porém teve a entrada liberada. O fotógrafo da seleção iraquiana teve o visto negado e retornou a Bagdá. A seleção do Irã recebeu, inicialmente, liberação apenas para os dias de jogos, com saída obrigatória no mesmo dia; a Reuters informou que os iranianos poderão chegar um dia antes dos confrontos.
Outras informações sobre a Copa
A edição deste ano é a maior da história, com 48 seleções e disputas em três sedes. Além dos EUA, México e Canadá vão sediar partidas. O Mundial começa no dia 11 e a final está prevista para 19 de julho. A organização mantém o foco na logística de acesso de torcedores e profissionais, em meio a tensões migratórias.
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