- A seleção do Irã vive uma preparação caótica para a Copa, com mudança de centro de treinamento para Tijuana e três amistosos cancelados.
- Vistos para os EUA foram liberados apenas seis dias antes da abertura; 15 membros da Federação foram recusados, incluindo o presidente Mehdi Taj, o técnico e executivos, sob alegação de segurança.
- Treinos acontecem no México, com logística de deslocamento e segurança de alto nível; a equipe poderá entrar e sair dos EUA nos dias de jogo, conforme esclarecido após inicialmente cogitar ficar apenas no mesmo dia.
- Ingressos destinados a torcedores iranianos foram revogados, em linha com a cota de 8%; a Federação acusa dificuldade criada pelos EUA para a presença no estádio.
- O contexto envolve tensão entre EUA e Irã, com episódios militares recentes na região e retaliações anunciadas, em meio a uma Copa no continente americano.
A preparação da seleção do Irã para a Copa do Mundo está marcada por turbulência. Vistos atrasados, mudança de centro de treinamentos e três amistosos cancelados compõem uma rotina tensa nos dias que antecedem o torneio. A equipe precisou treinar fora dos Estados Unidos devido a entraves burocráticos e de segurança.
A presença do Irã na Copa foi confirmada apenas há poucos dias, sob exigências de vistos, segurança reforçada e respeito a símbolos nacionais. Enquanto a delegação se desloca pela América do Norte, cenas com a Guarda Nacional dão o tom da ansiedade que envolve a viagem.
Vistos e restrições
A autorização de entrada dos jogadores nos EUA ocorreu apenas seis dias antes do início da Copa. Quinze membros da Federação foram recusados, incluindo o presidente Mehdi Taj e diretores-chave. O governo americano afirma ter emitido permissões para o time, mas as recusas seguem gerando controvérsia.
Parte das recusas envolve restrições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica, principal força militar do Irã. Embaixada iraniana na Turquia classificou as negativas como discriminatórias, enquanto o Departamento de Estado sustenta que as permissões básicas foram concedidas.
Logística e local de treinamento
Devido à indefinição sobre vistos, o Irã trocou o local de treinamento originalmente planejado no Arizona para Tijuana, no México. O objetivo é encurtar deslocamentos para os estádios onde os iranianos atuarão na fase de grupos.
A mudança gerou dúvidas sobre a logística de cada jogo e os trâmites de alfândega para entrada do elenco nos EUA. A embaixada iraniana sugeriu que a equipe precisaria entrar e sair do país no mesmo dia de jogos, o que foi posteriormente esclarecido.
Amistosos cancelados
Antes da mudança, o Irã venceu Gâmbia e Mali em amistosos na Turquia e tentou um jogo contra Porto Rico nos EUA, que acabou inviável por questões logísticas. Outras tentativas de adversários no México também não se confirmaram, incluindo Panamá e Granada.
Ingressos e marca da torcida
Dias antes do início da Copa, a cota de ingressos para torcedores iranianos foi revogada. O Irã mantém 8% da carga de ingressos, mas as reservas foram canceladas. A FIFA responde pela operação de bilhetes, enquanto o Irã afirma que as medidas dos EUA dificultam a presença de torcedores.
Contexto geopolítico
A relação entre EUA e Irã permanece tensa, com ações militares no Oriente Médio. Nesta semana, um helicóptero americano foi derrubado por um drone iraniano na região do Golfo de Omã, o que elevou a possibilidade de retaliação. O Irã afirmou que pode responder a ataques recentes em Beirute, apoiados por Israel, aliado dos EUA.
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