- Esmir Bajraktarevic, nascido em Appleton, Wisconsin, escolheu jogar pela Bósnia e Herzegovina, país de onde vieram seus pais refugiados da Guerra da Bósnia.
- Ele converteu o pênalti que garantiu a vaga da Bósnia na Copa do Mundo.
- A trajetória dele inclui destaque no New England Revolution e passagem pelo PSV, onde ajudou o time a ser campeão nacional em 2025/2026.
- Pela seleção, já atuou pela equipe dos Estados Unidos, mas estreou pela Bósnia em setembro, com assistência para Dzeko na estreia contra a Holanda, pela Liga das Nações.
- O contexto histórico envolve o Massacre de Srebrenica e a fuga da família do jogador, que mantém orgulho de suas raízes bósnias.
Esmir Bajraktarevic, nascido em Appleton, Wisconsin, nasceu nos Estados Unidos mas escolheu jogar pela Bósnia, país de seus antepassados. O meia-contra-canhoto converteu o pênalti que levou a Bósnia à Copa do Mundo, numa vitória decisiva nas eliminatórias.
Seus pais fugiram do massacre de Srebrenica durante a Guerra da Bósnia, em 1995. Em 2001, buscaram refúgio nos Estados Unidos e, em 2005, nasceu Esmir. O jovem cresceu cercado pela cultura bósnia e pela paixão pelo futebol.
Origens e trajetória
Foi criado em Appleton, cidade de Wisconsin, e acabou revelando talento no New England Revolution, nos EUA. Chamou a atenção do PSV, da Holanda, durante a passagem pelo clube norte-americano. Em 2023/2024 ganhou espaço, conquistando o bicampeonato nacional com o PSV em 2025/2026.
Na FIFA, atuou pela primeira vez pela seleção dos Estados Unidos em janeiro e, em setembro, vestiu pela primeira vez a camisa da Bósnia, marcando assistência para Dzeko na estreia na Liga das Nações, ainda que a equipe tenha sido derrotada pela Holanda.
Destaques recentes e contexto
Pelo PSV, Vajraktarevic somou gols e assistências que contribuíram para o título holandês. Em 2025/2026, foram 7 gols e 4 assistências em 36 jogos, coroando o bicampeonato. Na seleção, anotou o gol da virada contra a Romênia nas Eliminatórias.
O pênalti decisivo que classificou a Bósnia para a Copa ocorreu sob intensa pressão coletiva, com membros da comissão técnica, jogadores e árbitros em momentos de oração e fé antes da cobrança, simbolizando a união da equipe.
Perspectivas
O meia segue em ascensão no cenário europeu e recebe elogios pela versatilidade e lealdade às raízes bósnias. Sua história de vida traduz a conexão entre origem, refugiados e carreira esportiva de alto nível, sem abrir mão de identidade.
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