- A FIFA tornou obrigatória a pausa para hidratação durante as partidas, com três minutos de interrupção em cada tempo, quando o índice WBGT atinge ou supera 32°C, em função do calor na Copa de 2026.
- O WBGT avalia estresse térmico considerando temperatura, umidade, velocidade do vento e radiação solar; estudos apontam queda de desempenho a partir de 28°C nesse índice.
- Entre as 16 sedes da Copa de 2026, Canadá, México e Estados Unidos podem registrar calor em níveis perigosos, elevando a preocupação com a saúde dos atletas.
- Além da hidratação, o protocolo inclui toalhas imersas em gelo e bancos de reservas climatizados; especialistas sugerem ampliar pausas para seis minutos para manter a temperatura central segura.
A FIFA definiu uma pausa para hidratação, também conhecida como cooling break, como medida obrigatória na Copa do Mundo de 2026. A decisão visa proteger atletas de elite dos riscos gerados pelo calor extremo, especialmente em dias de forte insolação.
A World Cup de 2026 começa em 11 de junho, envolvendo sedes no Canadá, México e Estados Unidos. Estudos apontam que 14 das 16 cidades-sede podem registrar calor em níveis perigosos, elevando a preocupação com o estresse térmico entre jogadores.
Critérios técnicos
O parâmetro utilizado para embasar a medida é o índice WBGT (Wet-Bulb Globe Temperature), que considera temperatura, umidade, vento e radiação solar. Dados de eventos anteriores indicam queda no desempenho a partir de 28°C de WBGT, com redução na distância percorrida e na intensidade dos sprints.
Segundo normas vigentes, as paradas de três minutos em cada tempo tornam-se obrigatórias quando o WBGT atinge ou supera 32°C. Atletas e cientistas já discutem normas mais abrangentes para o controle do calor durante a competição.
Medidas de proteção existentes
Para prevenir golpes de calor, além das pausas, a FIFA permite o uso de toalhas com gelo e bancos de reservas climatizados. A tendência é manter o controle da temperatura central dos jogadores para reduzir riscos durante as partidas.
Especialistas também sugerem, em função das mudanças climáticas, a extensão das pausas para até seis minutos, visando manter a temperatura corporal em níveis seguros ao longo de toda a competição.
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