- O Irã teve vistos liberados parcialmente apenas uma semana antes da Copa, com relatos de negativas a diversos membros da delegação e a mudança de base para Tijuana, apesar dos jogos serem nos EUA.
- Estados Unidos e Fifa não comentaram o caso diretamente; o Departamento de Estado disse que vistos foram liberados e avisou que não permitiria infiltração de terroristas na delegação.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, já havia afirmado que não permitiria que pessoas ligadas a órgãos como a Guarda Revolucionária acompanhassem a delegação.
- Advogado Rodrigo Marrubia questiona o cumprimento do regulamento da Copa de 2026 e aponta falhas do Human Rights Framework, sugerindo falta de mecanismos de proteção a delegações diante de governos anfitriões.
- Especialistas destacam que o tratamento considerado desigual pode comprometer a participação igualitária de todas as equipes e a percepção internacional sobre o megaevento.
A participação completa do Irã na Copa do Mundo de 2026 enfrenta entraves induzidos por tensões entre Teerã e Washington. Os vistos para membros da delegação iraniana chegaram com atraso, gerando críticas sobre tratamento desigual em relação às demais 44 seleções visitantes. A imprensa aponta que apenas parte dos vistos foi liberada em 5 de junho, uma semana antes do início da competição.
Segundo a embaixada do Irã na Turquia, diversos membros da delegação tiveram seus vistos negados, incluindo o presidente da federação, Mehdi Taj. Até o momento, EUA e Fifa não se posicionaram de forma direta sobre as acusações, e a Fifa afirmou não comentar o caso. O Departamento de Estado destacou que vistos para competir foram liberados, mas citou o risco de infiltração de terroristas.
Com o contexto de hostilidade entre os governos, a delegação iraniana mudou de base. Originalmente prevista para Tucson, no Arizona, a concentração passou a ocorrer em Tijuana, no México, enquanto os três jogos da fase de grupos são realizados nos EUA — dois em Los Angeles e um em Seattle. A mudança gerou controvérsia adicional sobre a igualdade de condições.
O embaixador iraniano no México afirmou que a seleção seria obrigada a entrar e sair dos EUA no mesmo dia das partidas, afirmação negada pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA. A discrepância entre versões alimenta um debate sobre as garantias de acesso igualitário para todas as delegações durante o torneio.
Especialistas encarregados de analisar o regulamento apontam falhas na aplicação do Human Rights Framework da Fifa. Um advogado especializado em direito desportivo afirma que o regulamento não assegura mecanismos de reparação para casos envolvendo governos anfitriões, o que deixa lacunas na proteção de delegações. A Fifa não comentou as ponderações.
Para especialistas, a prática de associar a participação do Irã a riscos de segurança levanta questionamentos sobre tratamento igualitário e respeito às normas de competição. Observadores destacam que decisões consulares em contextos bilaterais tensos podem ter impactos diplomáticos e simbólicos significativos para o torneio.
Situação atípica para o Irã, a edição atual já trouxe precedentes e comparação com casos de atrasos de vistos em Copas anteriores, como ocorrências na África do Sul e situações envolvendo atletas isolados. Mesmo com resoluções para outras seleções, o Irã permanece em uma fase de ajustes logísticos e diplomáticos enquanto a Copa avança.
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