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Brasil de 1970 inspira revolução no Barcelona, afirma pioneiro do tiki-taka

Brasileiro de 1970 inspira revolução do Barcelona e da Espanha, segundo Joan Vilà, arquiteto da metodologia que moldou o tiki-taka

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  • Joan Vilà, ex-jogador do Barcelona e responsável pela metodologia da Masia, afirma que o estilo que moldou o Barça teve inspiração brasileira a partir do Brasil de 1970.
  • Em entrevista ao UOL, Vilà destaca a frase de Johan Cruyff: “queremos ter a bola para jogar e desfrutar. Se temos a bola, jogamos; se não temos, apenas corremos”, ponto de partida da revolução no time.
  • A ideia central foi recuperar a bola rapidamente após perder, em vez de recuar, e desenvolver conceitos como o jogo de posição e o rondo, com foco criativo para desorganizar o adversário.
  • O Brasileirão de 1970 marcou a valorização do meio-campo, área-chave para dominar o jogo, influenciando a construção de gerações que renderam atletas como Guardiola, Xavi, Iniesta e Busquets.
  • A filosofia levou à Espanha campeã europeia de 2008, mundo em 2010 e europeia de 2012, com continuidade entre Barça e seleção sob Cruyff e seus seguidores, segundo Vilà.

O estilo de jogo que consolidou o Barcelona e a seleção espanhola como referências mundiais tem uma raiz brasileira. A afirmação é feita por Joan Vilà, figura-chave na construção da metodologia da La Masia e ex-jogador do clube.

Vilà atuou como diretor de metodologia e participou da criação do modelo conhecido como estilo Barça, apontado como base para gerações de jogadores como Xavi, Iniesta, Busquets e Guardiola. O modelo influenciou a Espanha campeã europeia em 2008, e mundial em 2010.

A conversa, publicada pelo UOL, faz parte da segunda edição da série Fábrica de Talentos, que mostra como grandes seleções descobrem e desenvolvem talentos. Vilà descreve a transição de ideias que moldaram o futebol moderno.

Origens brasileiras

A ideia central, segundo Vilà, começou com a frase repetida por Johan Cruyff: ter a bola para jogar e desfrutar. Se há posse, o jogo existe; sem ela, é preciso recuperá-la com rapidez. A visão contraria a defesa passiva e prioriza a recuperação adiantada.

O ex-jogador explica que o foco não é trocar passes por trocar passes, mas desorganizar o adversário para atacar no momento certo. O jogo de posição, o rondo e outras propostas nasceram desse conceito de criar jogadas criativas.

Para Vilà, futebol é comunicação: o time oferece apoio para progressão, manutenção da posse e ajuda em situações de pressão. A ideia é que o jogador entenda a melhor assistência em cada momento.

Impacto no Barcelona e na Espanha

A influência brasileira aparece também pela presença de jogadores inspirados no meio-campo, considerado o centro do jogo. Cruyff valorizou o papel dos volantes e a saída de bola from zaga, elevando a importância do meio-campo na construção.

Essa visão ajudou a formar o núcleo de jogadores como Guardiola, Xavi, Iniesta e Busquets no Barcelona, estruturando uma identidade de posse e organização. Quando muitos jogadores da casa chegaram à seleção, o legado ganhou continuidade.

A partir de 2008, a Espanha consolidou o estilo com base nessa herança. O técnico Luis Aragonés ampliou a confiança dos atletas nesse modelo, que já era fruto de anos de treinamento e cultura de jogo coletivo. A influência permaneceu clara ao longo da década.

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