- O estudo conjunto das ONGs Football for Future e Common Goal, em parceria com a Jupiter Intelligence, aponta que dez dos dezesseis estádios da Copa da América do Norte de 2026 já estão fora de limites seguros devido ao calor extremo.
- A pesquisa alerta que, sem ações urgentes contra as mudanças climáticas, a Copa de 2026 pode ser a última no formato tradicional; o Mundial de Clubes de 2025 já indicou condições consideradas impossíveis por causa do calor.
- O relatório mostra que 14 dos 16 estádios norte-americanos precisarão se adaptar ao calor até 2050; 11 estádios enfrentarão climas impraticáveis para jogadores e torcedores.
- Regiões do sul global sofrem desproporcionalmente: áreas como Miami, Houston, Monterrey e Dallas devem enfrentar entre cem e cento e sessenta dias de condições extremas por ano.
- Em relação à base, todos os campos analisados já excedem, em pelo menos um fator de risco, os limites de segurança; especialistas defendem diálogo sobre resiliência climática e mudanças na organização de horários, gramados e treinos.
O estudo conjunto da ONG Football for Future e Common Goal, com parceria da Jupiter Intelligence, aponta que 10 dos 16 estádios da Copa do Mundo de 2026 na América do Norte estão fora dos limites seguros por causa do calor extremo. A análise também inclui 18 campos de base e dois estádios de Copas futuras (2030 e 2034).
Os pesquisadores alertam que, sem ações rápidas contra a mudança climática, o torneio pode deixar de ocorrer no formato tradicional. Dados da Copa do Mundo de clubes de 2025 já mostraram condições consideradas impraticáveis por alguns jogadores, com calor e umidade intensos.
Estádios em cidades como Miami, Houston, Monterrey e Dallas devem enfrentar entre 100 e 160 dias anuais de condições extremas até 2050. O relatório destaca que 14 dos 16 estádios norte-americanos precisarão de adaptações significativas.
Desafios para o futebol de base
Todos os campos de base analisados já excedem limites de segurança em ao menos um fator de risco. A projeção indica que, nas próximas três décadas, dois terços dos campos onde surgem grandes ídolos podem superar os padrões de temperatura seguros.
Rich Sorkin, da Jupiter Intelligence, reforça a necessidade de condições seguras desde os gramados de elite até os campos comunitários, tratando a resiliência climática como responsabilidade compartilhada entre clubes, governos e federações.
Desigualdades e impactos globais
Regiões do Sul global enfrentam maiores desafios de adaptação, com menor capacidade de resposta e mais dias de calor extremo do que o Norte global. A pesquisa cita relatos de atletas sobre o impacto do clima durante jogos e treinos, afetando formação de novos talentos e planejamento de carreira.
Jéremy Houssin, da Common Goal, aponta que a mudança climática já reduz o engajamento entre jovens atletas, sugerindo ações como ajuste de treinamentos e maior tempo ao ar livre para crianças.
Caminhos sugeridos
Entre as propostas estão consultas entre governos norte-americanos e a FIFA sobre resiliência climática, com possibilidade de adaptar gramados e horários de jogos. Alguns especialistas veem apenas medidas iniciais, defendendo mudanças estruturais mais profundas para conter o aquecimento e as tempestades.
O estudo reforça a necessidade de medidas rápidas para manter a prática esportiva segura e para preservar a formação de novas gerações de jogadores, sem comprometer o futebol profissional.
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