- A fotógrafa Raquel Cunha dedicou três meses para registrar jogos amadores no México, principalmente na Cidade do México e regiões próximas, usando drone.
- Os campos aparecem em locais variados e inusitados, como o Field of the Gods no crater do vulcão Teoca, áreas urbanas densas e áreas verdes ao redor da capital.
- Comunidades criam espaços para o futebol aos domingos, com famílias, crianças e torcedores locais acompanhando as partidas.
- Os cenários incluem a Cancha dos Dioses, Tlatelolco com campo pintado para a comunidade LGBTQA+, e o estádio Alberto “Chivo” Cordova com o mural Aratmosfera integrando arte e arquitetura.
- Cunha selecionou quinze locais a partir de mapas, escolhendo dois em Cidade do México, um no norte industrial e variações entre urbano, suburbano verde e áreas históricas de canais.
Raquel Cunha, fotógrafa da Reuters, passou três meses registrando partidas amadoras por México. A produção mostra jogos disputados em espaços inusitados, desde crateras de vulcões até áreas densamente povoadas, com foco em comunidades que constroem seus campos.
Os campos aparecem em cenários variados: Monterrey, Ecatepec e zonas rurais perto da Cidade do México. O projeto revela como o futebol surge onde há espaço, esforço comunitário e memória local, mesmo em geografias desafiadoras.
Ao sul da capital, o Field of the Gods fica dentro do crater de Teoca, a nearly 700 metros de altitude. Famílias chegam de carro, moto ou a pé para acompanhar as partidas dominicais, mantidas pela comunidade há mais de seis décadas.
Teoca volcano
A entrada mostra o campo conhecido como Field of the Gods, inserido no crater antigo. O conjunto é fotografado em drone, ressaltando a integração entre esporte, topografia e memória comunitária.
Tlatelolco
Em Tlatelolco, uma cancha pintada funciona como palco para partidas promovidas pela comunidade Sharkes, com foco em inclusão de pessoas LGBTQA+ na prática esportiva.
Teotihuacan
Próximo aos pyramid, campos aparecem com balões de ar quente no céu. A relação entre patrimônio histórico e prática esportiva é sublinhada pela perspectiva aérea do drone.
A série destaca ainda infraestruturas urbanas: campos sintéticos em Monterrey, arenas históricas como o Estádio Universitário e o Neza 86, que testemunham a evolução do futebol nas periferias mexicanas.
Avioneta Park e outras áreas
Em Ecatepec, Avioneta Park abriga uma cancha ao lado de uma fuselagem. A proximidade com o entorno urbano evidencia como o esporte se adapta a espaços restritos.
Contornos de Monterrey
Los Pinos, no Cerro de la Campana, e campos em parques residenciais revelam como mini-pitches ampliam o alcance do futebol em áreas com densidade populacional elevada e recursos limitados.
Raquel Cunha selecionou 15 locais via mapas, priorizando domingos de jogo. Entre eles, dois em Cidade do México e opções no norte industrial, com abordagens diferentes: voos de drone para alguns, cancha tradicional em outras.
A montagem final une imagens de comunidades que constroem espaço público através do futebol, em cenários que combinam geografia, dificuldade e memória social, mostrando a prática como força potente de coesão.
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