- A Copa do Mundo de 2026 marca a primeira ausência de Galvão Bueno na Globo em mais de quatro décadas, ele narrando pelo SBT; a edição é vista como mudança na forma de os brasileiros acompanharem futebol, informação e entretenimento.
- A Globo aposta em cobertura distribuída entre TV aberta, canais esportivos e digitais, visando dialogar com públicos variados, com Everaldo Marques assumindo o papel de narrador da seleção, no lugar de Galvão.
- Luís Roberto era o narrador inicialmente previsto para a Copa de 2026; porém, após diagnóstico de neoplasia na região cervical, Everaldo passou a ocupar a função principal.
- Especialistas apontam que a atualidade privilegia múltiplas vozes e formatos, com torcedores usando várias telas para acompanhar o Mundial e as plataformas digitais ganhando espaço na experiência.
- A autorresponsabilidade da Globo é explorar diferentes linguagens (emissoras, conteúdos digitais e novas plataformas) para manter a conexão com o público, reconhecendo que a presença de uma única voz unificadora pode não retornar.
A Copa do Mundo de 2026 marca a primeira ausência de Galvão Bueno das transmissões da Globo em mais de quatro décadas, já que ele narrará pelo SBT o seu 14º Mundial. O evento ocorre nos Estados Unidos, México e Canadá, em meio a mudanças no consumo de futebol pela audiência brasileira.
Especialistas apontam que a saída de Galvão simboliza uma transição de um modelo de TV centralizado para um ecossistema de conteúdos fragmentados. A experiência passa a ser moldada por várias plataformas, criadores e narrativas que disputam a atenção do público.
Novo ecossistema de transmissão
Dados de pesquisa indicam que 54% dos torcedores pretendem acompanhar a Copa em mais de uma tela, com 12% apenas pelo celular. A televisão aberta ainda lidera, mas crescem a participação de Instagram, YouTube, TikTok e sites de notícias na experiência do torcedor.
O conceito de fã fluido ganha espaço entre as gerações Z e Alpha, que não consomem esporte de forma linear. Segundo especialistas, o torcedor atual busca autenticidade, velocidade, emoção fragmentada e participação ativa em diversas plataformas.
Quem substitui Galvão na Globo
A Globo planeja uma cobertura distribuída entre TV aberta, canais esportivos e produtos digitais, com diferentes formatos para públicos variados. O posto de narrador da seleção em 2026 ficaria com Luís Roberto, mas houve uma mudança quando houve diagnóstico de neoplasia na região cervical que o afastou do Mundial.
Everaldo Marques foi escolhido para o papel principal, ressaltando a intenção de manter a essência do narrador sem imitá-lo. Ele afirma que não criará personagem, mas narrará com as características de seus 20 anos de carreira, buscando diálogo com o público digital.
O que muda para a voz da Copa
Especialistas avaliam que a escolha por Everaldo representa uma aproximação com o conteúdo conectada à cultura digital, com pegada mais conversacional e menos solene. A Globo sustenta que a pluralidade de vozes será parte da nova forma de cobrir a competição.
Renato Ribeiro, diretor de conteúdo de esporte da Globo, destaca que a Copa de 2026 pode indicar se há espaço para uma nova figura que represente o legado de Galvão. A empresa trabalha uma cobertura que valoriza diferentes formatos para diversas audiências.
A estratégia da Globo inclui uma cobertura ampla, com linguagens distintas para diversas copas, ampliando o ecossistema de transmissão. A agência e o público ganham com a variação de formatos, plataformas e estilos narrativos.
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