- A Copa do Mundo de 2026 exige que os estádios tenham certificação ambiental LEED e usem grama natural, que demanda irrigação com água potável.
- Estádios mexicanos como Banorte (antigo Azteca), BBVA e Akron passaram por atualizações para atender aos critérios de água, energia, gestão de resíduos e operação.
- O Estádio Banorte obteve certificação LEED platina na operação; o BBVA já tinha certificação em design/construção desde 2016 e recebeu ouro para operação em 2024; o Akron está em processo para certificação.
- Mudanças incluíram iluminação de LED, monitoramento automático de consumo, gestão de resíduos com fornecedores sustentáveis e aumento de medidores de água para irrigação.
- Além da infraestrutura, houve transformação cultural na operação dos estádios, com foco na qualidade do ambiente interno e no envolvimento de mais de mil fornecedores.
Três estádios mexicanos receberam certificações ambientais para a Copa do Mundo de 2026, que ocorre em 16 estádios de três países. A exigência é que os estádios tenham certificação LEED, que avalia água, energia e gestão de resíduos. A adaptação envolveu obras significativas em algumas praças, com foco na operação dos espaços.
O Estádio Azteca, em Cidade do México, passou por transformações que custaram dezenas de milhões de dólares. Já BBVA, em Monterrey, e Akron, em Guadalajara, foram projetados com parâmetros mais modernos e já atendiam a parte dos requisitos, facilitando a certificação.
A certificação LEED avalia construção, operação e manutenção, com equipes técnicas verificando o que consta nos projetos. O objetivo é medir consumo de energia, uso de água, qualidade do ar, gestão de resíduos e acessibilidade a transportes públicos, entre outros aspectos.
O que mudou em cada estádio
O BBVA recebeu certificação de design e construção desde a sua inauguração, em 2016, e conquistou o LEED Gold em operação em 2024. Em Guadalajara, o estádio está em processo de certificar-se em operação. O Estádio Azteca, agora chamado Banorte, focou na certificação de operação, devido à impossibilidade de alterações estruturais.
A mudança para iluminação em LED nas áreas externas e internas reduziu o consumo de energia em cerca de 30%. A gestão de resíduos passou a exigir contratos com fornecedores que mantenham critérios sustentáveis, com grande foco na reciclagem e no reaproveitamento de materiais.
A água é tratada de forma mais eficiente: vasos sanitários passaram a usar menos água, e o monitoramento foi ampliado de 6 para 20 medidores para irrigação, com previsões baseadas em dados para economizar recursos hídricos. Ainda assim, o gramado é mantido com água potável.
Desafios e impactos locais
A decisão de manter gramados com água potável decorre das regras da FIFA, que exigem gramado natural. Isso implica consumo elevado de água, especialmente em cidades com escassez hídrica. Em Monterrey, a qualidade do ar e o conforto ambiental interno foram prioridades.
A certificação envolve mais do que tecnologia: exige mudança cultural entre mais de mil fornecedores e entre equipes. O objetivo é que a sustentabilidade seja parte do dia a dia dentro e fora dos estádios. A experiência pode influenciar futuras obras no país.
Desdobramentos para a população e o entorno
As iniciativas de sustentabilidade visam reduzir consumo de água, energia e resíduos. No entorno dos estádios, comunidades locais acompanham com ceticismo as obras, questionando o uso de água e os impactos das obras para a vizinhança.
O processo de certificação traz benefícios operacionais, como melhor qualidade do ar e ambientes internos, mas também exige continuidade de ações após a certificação. A avaliação contínua é vista como essencial para a manutenção das metas ambientais.
Perspectiva para a Copa de 2026
O conjunto de estádios certificados representa o compromisso com padrões elevados de sustentabilidade. A FIFA utiliza o modelo LEED para medir o desempenho ambiental e a eficiência operacional durante o evento e além dele.
Assim, a Copa de 2026 promete operar com maior rigor de gestão ambiental. O resultado dependerá da continuidade das práticas implementadas e da adesão de todos os operadores e parceiros aos critérios de sustentabilidade.
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