- Nesta Copa, câmeras, sensores e software de visão computacional ajudam a evitar erros, com digitais gêmeos de cada jogador criados a partir de escaneamento 360 graus para reproduzir posições na hora das jogadas.
- Hawk-Eye usa 16 câmeras de alta resolução (eram 12 em 2022) para capturar mais de vinte pontos esqueléticos de cada jogador, combinados aos sensores da bola; o sistema registra a localização da bola e toques 500 vezes por segundo.
- A bola traz um sensor dentro de uma bladder vulcanizada, com peso total de cerca de 13 gramas, conectando-se a um processador Kinexon que mede posição, rotação e impactos.
- Os gêmeos digitais são alimentados por escaneamento completo de jogadores, com precisão de 1 a 2 milímetros, aplicados a situações em jogo para auxiliar decisões de impedimento, pênaltis, cartões e erros de escanteio, com alertas rápidos ao VAR.
- Também haverá uma visão 3D do goleiro no VAR para verificar se um atacante interferiu na visão do arqueiro, fortalecendo a tomada de decisão em jogadas de impedimento e outras situações próximas.
O Mundial de 2026 chega com um conjunto ampliado de tecnologia para auxiliar os árbitros. Câmeras, sensores e softwares de visão computacional estarão presentes em cada partida, com destaque para os gêmeos digitais de cada jogador. Esses recursos buscam reduzir erros de arbitragem, avaliando posição de jogadores, bola e linhas de gol com maior exatidão. A proposta é melhorar decisões sem inviabilizar o ritmo do jogo.
A base é a combinação entre rastreamento óptico e sensores dentro da bola. O sistema Hawk-Eye utiliza mais de duas dezenas de pontos esqueléticos por atleta, com 16 câmeras de alta resolução operando simultaneamente, número superior ao de 2022. Esses dados são integrados a sensores dentro da bola, que registram posições e toques 500 vezes por segundo, incluindo leitura de spin.
Digital Twins
Antes do torneio, todos os jogadores tiveram a silhueta digital criada a partir de escaneamento 360 graus em alta definição, desenvolvido pela Lenovo. Esses gêmeos digitais descrevem com precisão a altura, comprimento dos membros e tamanho de chute, permitindo simular em tempo real a posição relativa à bola, às linhas de impedimento e aos adversários.
Essa informação alimenta o sistema do Hawk-Eye, substituindo avatares genéricos usados anteriormente. A precisão dos modelos digitais é de 1 a 2 milímetros, segundo Art Hu, presidente de inovação da Lenovo. A técnica busca aplicar o escaneamento estático à postura dinâmica de atletas em jogo.
Uso prático e velocidade
O conjunto de tecnologias visa apoiar decisões complexas, incluindo impedimento perto de gols que definem a partida. O VAR poderá reverter lances de escanteio quando detectar erro por meio do sistema, notificando os árbitros sem interromper o jogo desnecessariamente. Em lances óbvios de impedimento, o VAR enviará alerta imediato aos oficiais no banco.
A Adidas desenvolveu uma nova câmara interna à bola para melhorar o equilíbrio, com um pequeno compartimento que abriga o sensor. Apesar do peso extra de cerca de 13 gramas, a calibração garante que qualquer toque seja registrado de maneira uniforme, mesmo em situações de chute direto.
Análise de jogadas e novas perspectivas
Além de reduzir grandes erros, o sistema também pode questionar decisões marginais de centímetros. A integração de dados visuais com o rastreamento da bola oferece maior resolução do que apenas o vídeo, que é limitado a 60 quadros por segundo. Um recurso adicional é a visualização em 3D do goleiro, que ajuda a determinar se houve interferência de jogador em posição de impedimento com a visão do guardião.
O objetivo dos organizadores é manter a justiça esportiva sem atrasar a partida. As atualizações já foram testadas em eventos como a Copa do Mundo de Clubes de 2025 e em competições de base ao longo dos últimos 18 meses. A expectativa é que a precisão aumente em lances cruciais, incluindo situações em que apenas o dedo do pé fica fora da linha.
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