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Torcedores da Costa do Marfim são vetados por restrições de visto dos EUA

Costa do Marfim fica sem torcedores na Copa por restrições de visto dos EUA; Irã, Haiti e Senegal também são afetados, com Washington afirmando ter informado a FIFA

Jogadores da Costa do Marfim agradecendo sua torcida após amistoso contra a França, em estádio francês, no dia 4 de junho — Foto: REUTERS/Gonzalo Fuentes
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  • O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim informou que a seleção não poderá contar com torcedores na Copa do Mundo por não conseguirem vistos para entrar nos Estados Unidos.
  • Além da Costa do Marfim, Irã, Haiti e Senegal enfrentam restrições de visto para cidadãos entrarem nos EUA, afetando delegações e profissionais ligados ao futebol.
  • O governo dos EUA afirmou ter apresentado o caso à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e explicou os motivos da recusa a solicitantes.
  • A Organização das Nações Unidas pediu aos EUA que revisem sua política de imigração durante a Copa do Mundo.
  • Algumas autoridades americanas, como o secretário de Segurança Interna, reforçaram que a política busca garantir que as pessoas certas entrem no país.

O Comitê Nacional de Torcedores da Costa do Marfim anunciou que a seleção não terá torcida presente na Copa do Mundo, por não conseguir vistos de entrada nos Estados Unidos. A decisão afeta a viagem de milhares de fãs que pretendiam acompanhar a equipe em território norte-americano.

Segundo o CNSE, o governo dos EUA deixou claro que não acolheria torcedores de certos países, incluindo a Costa do Marfim, o que inviabilizou a ida das partes interessadas ao evento. Em consequência, apenas parte dos integrantes do comitê recebeu autorização para viajar.

Além da Costa do Marfim, Irã, Haiti e Senegal também enfrentam restrições de visto para o público e delegações, de acordo com informações vinculadas à política de imigração dos EUA. A ONU pediu que Washington reavalie a política durante a Copa.

O tema ganhou atenção internacional após a assinatura de uma verba maior para reforçar a fiscalização de imigrantes nos EUA. O governo manteve a posição de que a entrada de pessoas é condicionada aos critérios de cada país.

O secretário de Segurança Interna dos EUA afirmou que o governo apresentou o caso à FIFA, explicando os motivos da recusa aos solicitantes, enquanto a administração ressaltou a necessidade de controlar a entrada de pessoas no país durante o torneio.

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