- Marcelo Adnet—fã fervoroso de seleção da Bósnia e de Curaçao—destaca que as duas equipes farão história ao estrear juntas em uma Copa do Mundo pela primeira vez em 96 anos. A Bósnia estreia nesta sexta-feira contra o Canadá; Curaçao joga no domingo diante da Alemanha.
- A paixão dele pelas nações veio desde a infância no Humaitá, no Rio de Janeiro, e se consolidou a partir de estudos sobre a guerra na Bósnia, em 2005, quando começou a acompanhar o país e seu contexto histórico.
- Adnet já visitou os Balcãs e fala sobre as dificuldades de um país sem hino oficial reconhecido, além da presença de comunidades sérvias e croatas que influenciam o futebol local.
- Sobre Curaçao, ele passou a acompanhar o futebol da ilha a partir de 2011, aprendeu papiamento e mantém contato com artistas da região; a série Brasil 70, da Netflix, também o aproximou da região.
- Ele prefere ficar no Brasil durante a Copa do Mundo por motivos familiares e políticos, narrando que a equipe brasileira pode surpreender, com a possibilidade de chegar a semifinal ou final, mesmo sem favoritismo.
Ao Estadão, Marcelo Adnet abriu sobre como o futebol atravessa fronteiras culturais e o que o aproxima de seleções menos tradicionais. O humorista carioca, 44 anos, revela torcer com fervor pela Bósnia e por Curaçao, times que farão sua estreia em Copas distintas de 2026.
A paixão de Adnet não nasce da idade de torcedor, e sim de uma visão de mundo que valoriza o improvável. Ele cita a história pessoal no Humaitá e a ideia de que pequenas nações podem surpreender grandes rivais, especialmente em Mundiais.
A Bósnia entra pela segunda vez numa Copa, após eliminar a Itália na repescagem europeia. Curaçao, com apenas 150 mil habitantes, alcançou o Mundial, superando equipes caribenhas tradicionais. Para o artista, esse feito reforça o conceito de mérito por mérito.
A relação de Adnet com os Balcãs começou em 2005, ao estudar a guerra que marcou a região. Ele destaca desafios atuais, como a ausência de um hino oficial e a divisão territorial que acompanha a população. O interesse se aprofundou com visitas aos países.
Sobre Curaçao, o fascínio é mais recente. O artista visitou a ilha pela primeira vez em 2011, aprendeu papiamento e mantém contato com músicos locais. Adnet acompanha o futebol da ilha e encontra linguagem comum no estádio e na torcida.
Além da torcida, Adnet atua na Netflix com a série Brasil 70, lançada em maio, que narra o tricampeonato mundial de 1970. Ele destaca o desafio de recriar partidas históricas com fidelidade, envolvendo ícones como Pelé e Rivelino.
A série o aproximou de Rodrigo Santoro, colega de elenco, que ele descreve como referência internacional. O narrador relembra o clima de 1970, marcado por tensão política e a percepção de que o Brasil chegou desacreditado ao torneio.
Sobre a Copa do Mundo no Brasil, Adnet diz que vai acompanhar de perto, com nervos à flor da pele, especialmente em jogos que mexeram com a memória recente, como o 7 a 1 diante da Alemanha. A torcida é pelo Brasil, sem prometer desfechos.
Mesmo diante de rivais considerados favoritos, o talento nacional pode render surpresas, diz o artista. Adnet não crê em um caminho fácil, citando França, Argentina, Espanha, Noruega e a possibilidade de o time brasileiro avançar até semifinal ou final.
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