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Atletas têm aulas particulares de tática, não apenas com Ancelotti

Consultorias táticas ganham espaço entre jogadores da seleção, buscando leitura de jogo e decisão assertiva, com impacto na preparação para a Copa

Ancelotti e jogadores da seleção brasileira durante treino na Granja Comary
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  • Atletas da seleção brasileira investem em consultorias táticas privadas para aprimorar leitura de jogo, corrigir comportamentos em campo e potencializar o desempenho; exemplos: Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Martinelli pela Outlier, e Bruno Guimarães e Raphinha pela Performa Sports.
  • O serviço foca em ocupação de espaços, tomada de decisão e compreensão dos modelos de jogo dos treinadores, com a prática ganhando espaço entre jogadores de alto nível e também treinadores e clubes.
  • As consultorias costumam seguir três etapas: diagnóstico do estilo do treinador, diagnóstico de dados de jogos do atleta e encontros frequentes para orientar melhorias, geralmente por vídeo chamada.
  • O crescimento do mercado já alcançou grande parte da Série A: no ano anterior, jogadores de 18 dos 20 clubes foram atendidos, com exceção de Flamengo e São Paulo. A tendência é de expansão entre atletas, treinadores e clubes.
  • A seleção estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, amanhã, às 19h, em Nova Jersey, integrando a preparação com esse tipo de apoio estratégico.

A preparação da seleção brasileira para a Copa do Mundo inclui instrumentos fora dos treinos tradicionais. Atletas recorrem a consultorias táticas privadas para melhorar leitura de jogo, leitura de espaços e decisões em campo. O objetivo é potencializar o desempenho individual.

Entre os nomes que já adotaram esse recurso estão Danilo, Igor Thiago e Gabriel Martinelli, que trabalham com a Outlier, de Nova Lima (MG). Bruno Guimarães e Raphinha contam com a Performa Sports para acompanhamento individual.

A prática ganhou espaço entre jogadores de alto nível que buscam vantagem em ocupação de espaços, tomadas de decisão e entendimento dos modelos de jogo dos técnicos. Os serviços integram a rotina de clubes e da própria seleção.

Danilo aparece como elemento surpresa no ataque, enquanto Igor Thiago se destaca pela leitura de espaços para finalização. O acompanhamento com a Outlier acompanha o atleta desde o Palmeiras, com João Felipe assistente.

Igor Thiago está com a Outlier há três anos e meio, oriundo do Ludogorets, da Bulgária. Danilo iniciou o trabalho ainda no Palmeiras. Ambos atuam sob gestão de analistas da empresa, que registram comportamentos táticos.

O mercado é monitorado pela comissão técnica da seleção, que vê com bons olhos a prática. Além de atletas, treinadores e clubes também entram no circuito das consultorias especializadas.

Segundo os gestores, o serviço funciona em três etapas: diagnóstico tático do treinador do atleta, análise de dados de jogos e encontros frequentes para orientar comportamentos. O objetivo é melhoria individual e coletiva.

As empresas reúnem dados de finalizações, passes, posicionamentos e domínio de bola para formar um repertório de ações. A ideia é qualificar ações em campo, não apenas contabilizar números.

Entre os nomes que utilizam o serviço, a Performa atende Bruno Guimarães, Raphinha e também jogadores de seleções rivais, como Pitta e Maurício, do Paraguai, e Alan Franco, do Equador. Endrick já teve vínculo com a Outlier.

O Brasil estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos. A partida acontece amanhã, às 19h, no horário de Brasília, em Nova Jersey. O duelo marca a largada da equipe brasileira no torneio.

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