- A primeira partida da Copa 2026, México x África do Sul, rendeu à Globo média de 17,8 pontos entre as 16h e as 18h.
- Houve queda de 35% em relação ao 1º jogo da Copa anterior, Equador x Catar, que marcou 27,6 pontos em 20 de novembro de 2022.
- A análise aponta pulverização da audiência entre redes e migração para streaming, apps de vídeos e YouTube.
- O YouTube disputa audiência com a televisão aberta, com uso também em TVs comuns; Cazé TV e GE TV ganham destaque nesta Copa.
- Apesar da queda, a Globo liderou a faixa e houve aumento de 30% na média da faixa em relação às semanas anteriores.
A primeira partida da Copa do Mundo de 2026, entre México e África do Sul (2 x 0), transmissível na Globo, manteve a tendência de queda da audiência da TV aberta. Segundo dados preliminares, a média ficou em 17,8 pontos na faixa de 16h às 18h.
A queda é de 35% em relação ao 1º jogo da edição anterior, entre Equador e Catar (2 x 0), que marcou 27,6 pontos em 2022. A comparação, porém, não captura subjetividades e contextos de cada torneio.
A Globo liderou a faixa horária, ainda que com recuo de público. A emissora registra melhora de aproximadamente 30% na média horária em relação às semanas anteriores à Copa, segundo dados preliminares. A transmissão foi comandada por Gustavo Villani com Roger Flores.
A audiência da televisão aberta vem sendo afetada pela migração para plataformas digitais. Streaming, aplicativos de vídeo e YouTube ganham espaço, alterando o comportamento do público. O YouTube, em especial, passa a funcionar como TV digital para parte dos usuários.
Mudanças no cenário da audiência
Plataformas como YouTube via televisão tradicional ganham relevância e disputam espaço com as emissoras. No meio digital, surgem formatos populares entre o público jovem, com linguagem mais direta e, por vezes, mais musicalizada.
A reportagem aponta que canais centrados em conteúdos da plataforma, como a Cazé TV e a GE TV, ganham destaque durante a Copa, atraindo audiência jovem com linguagem informal. Esses serviços já são citados como fenômenos de mídia.
Para a Globo, o resultado do 1º jogo não é visto como fracasso, mas como um indicativo de que a emissora precisa se adaptar à nova realidade de consumo. O legado de audiência histórica não garante o mesmo alcance.
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