- Retorno da Bósnia e Herzegovina à Copa do Mundo em 2026 após 12 anos, estreando no torneio de 2014 no Brasil contra a Argentina, no Maracanã.
- Na estreia, Edin Dzeko deu assistência para o primeiro gol da história da seleção em Copas, marcado por Vedad Ibisevic.
- A equipe nunca disputou a Eurocopa, mesmo já tendo ido a uma Copa do Mundo, tornando-se um caso único no futebol.
- A vaga para 2026 foi garantida ao derrotar a Itália nos pênaltis; houve destaque de gandula de 14 anos que roubou a cola de Donnarumma durante as cobranças.
- Três treinadores bósnios comandam equipes classificadas para o Mundial de 2026: Sergej Barbarez na Bósnia, Zlatko Dalic na Croácia e Vladimir Petkovic na Argélia.
A seleção da Bósnia e Herzegovina volta à Copa do Mundo em 2026 após 12 anos ausente. A participação foi confirmada após a campanha de 2014, no Brasil, quando ainda era nova no torneio mundial. Nesta edição, o time se apresenta como retorno histórico ao palco principal do futebol.
O técnico Sergej Barbarez adiantou que o confronto contra o Canadá, anfitrião da Copa, será disputado com intensidade na abertura. A comissão técnica afirmou que o grupo está preparado e motivado para demonstrar as qualidades da equipe. A abertura terá impacto local e internacional, segundo a guarda de imprensa da seleção.
A seguir, confira cinco curiosidades sobre a Bósnia e Herzegovina em Copas do Mundo, com foco nos fatos mais relevantes para o torcedor e o histórico do país.
1. Estreia no Brasil
A primeira participação ocorreu em 2014, no Brasil. Até 1992 o país integrava a Iugoslávia, e a independência abriu espaço para a seleção competir por conta própria. A estreia foi contra a Argentina, no Maracanã, com derrota por 2 a 1.
Na ocasião, Edin Dzeko deu assistência para o primeiro gol da Bósnia em Copas, marcado por Vedad Ibisevic. O jogo marcou o marco histórico da presença bósnia no torneio.
2. Copa, sim; Eurocopa, não
Mesmo já tendo disputado uma Copa do Mundo, a seleção nunca conseguiu se classificar para a Eurocopa. Hoje, é a única equipe que já disputou um Mundial sem ter vaga pela sua confederação continental.
3. A vaga diante da Itália e a curiosa história do gandula
A qualificação para o Mundial veio após vencer a Itália nos pênaltis nos playoffs europeus. O desfecho ficou marcado por um episódio envolvendo Afan Cizmic, gandula de 14 anos, que chamou atenção ao retirar discreetamente uma folha de anotações do goleiro italiano durante a cobrança.
Esse momento ajudou a popularizar o jovem entre os torcedores bósnios, que passaram a citá-lo como personagem marcante da campanha. A história ganhou repercussão internacional e ficou associada à classificação.
4. Técnicos, presentes
A Copa de 2026 terá treinadores bósnios em outras seleções classificadas. Além de Barbarez, Zlatko Dalic comanda a Croácia, e Vladimir Petkovic dirige a Argélia. Dalic nasceu em Livno, território que hoje integra a Bósnia e Herzegovina.
5. Edin Dzeko e a superação da guerra
Edin Dzeko é o maior artilheiro da história da seleção. O atacante participou da campanha de 2014 e guiou o retorno ao Mundial de 2026. Crescido durante a guerra que marcou a década de 1990, Dzeko tem trajetória de superação.
Ele relata, em carta publicada pelo The Players Tribune, que viveu dias de medo e viu sua casa destruída. A família precisou se abrigar em espaço restrito durante o conflito.
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