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Como o cérebro reage a um gol na Copa do Mundo, segundo psicóloga

Psicóloga explica fusão de identidade na Copa: gols passam a ameaça à comunidade, ativando luta ou fuga e provocando ansiedade e tristeza nos torcedores

Psicóloga Fernanda Paiva diz que torcedor pode sentir ansiedade e tristeza ao assistir jogos da Copa do Mundo.
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  • A Copa do Mundo de 2026 começou, com o Brasil disputando o hexacampeonato; o torneio ocorre em Canadá, Estados Unidos e México.
  • A psicóloga Fernanda Paiva aponta que a emoção dos torcedores vai além do futebol, incluindo ansiedade, tristeza e outras reações intensas.
  • Ela explica o fenômeno da fusão de identidade, em que o torcedor percebe a partida como ameaça real à sua comunidade.
  • Esse mecanismo faz o cérebro ativar o sistema de luta e fuga, intensificando reações a gols da seleção.
  • A matéria destaca que o impacto emocional envolve o cérebro e o corpo, explicando por que partidas da Copa costumam provocar reações fortes.

A Copa do Mundo de 2026 começou, levando milhões a acompanhar partidas em três países-sede: Canadá, Estados Unidos e México. A expectativa pelo hexa envolve Neymar e outros astros da seleção brasileira, elevando a cobrança sobre o time e seus torcedores.

Pesquisadores destacam que a emoção não se resume ao jogo. A psicóloga Fernanda Paiva explica que a intensidade das partidas da Copa é maior que a de ligas comuns, por envolver identificação coletiva e desejo de vitória.

Segundo Paiva, ocorre a fusão de identidade, processo em que o indivíduo sente a partida como ameaça real à comunidade. O cérebro pode ativar o sistema de luta e fuga diante de um gol adversário.

Essa resposta neuropsicológica explica por que vitórias geram explosões de alegria, e derrotas provocam ansiedade, tristeza e até sensação de risco. A especialista ressalva que o impacto varia conforme contexto e histórico pessoal.

A pesquisadora aponta que torcedores com vínculos fortes à seleção vivenciam reações mais intensas, com alterações no humor que podem durar dias após o jogo. O fenômeno não se restringe ao adulto.

Pacientes jovens costumam apresentar frustração maior quando o time perde, especialmente em fases decisivas da competição. Diversos fatores emocionais são acionados, incluindo expectativas sociais e familiares.

Mudanças de tema: como lidar com a energia emocional

Em ambientes públicos, manter o autocontrole ajuda a reduzir tensões. Profissionais recomendam pausas, respiração e evitar decisões impulsivas após partidas importantes.

Em casa, priorizar atividades que promovam equilíbrio é útil. Dormir bem, alimentação regular e contato com amigos fortalecem o apoio social durante a Copa. A psicóloga reforça a importância de cuidado com a saúde mental.

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