- Edin Dzeko, atacante de 40 anos, disputa a Copa do Mundo pela seleção da Bósnia.
- O jogador é sobrevivente do Cerco de Sarajevo e diz que a lembrança da guerra não desaparece.
- Nascido em Sarajevo, viu a casa da família ser destruída e afirma que o futebol ajudou a unir o país.
- Dzeko atuou por grandes clubes europeus, como Manchester City, Roma e Inter de Milão, e hoje defende o Schalke 04, que retorna à Bundesliga.
- Em 2014, a Bósnia participou da Copa pela primeira vez; o time liderou as Eliminatórias e terminou a campanha no Brasil com uma vitória sobre o Irã, além de derrotas para Argentina e Nigéria.
Edin Dzeko, atacante de 40 anos, disputa a Copa do Mundo de 2026 pela seleção da Bósnia. O jogador, que já superou dificuldades ao longo da vida, relembra o Cerco de Sarajevo ao comentar sobre a experiência de estar em campo pela equipe nacional. A lembrança persiste, segundo ele, e não há como esquecer o que viveu durante o conflito.
Nascido em Sarajevo, Dzeko tinha seis anos quando o conflito começou. Viu a casa da família ser destruída por bombardeios. O país permanece marcado por divisões étnicas, mas o futebol aparece como elemento de união. O atacante atuou por clubes europeus como Manchester City, Roma, Inter de Milão e hoje defende o Schalke 04, que retorna à Bundesliga na próxima temporada.
Guerra da Bósnia
O período de dissolução da Iugoslávia gerou conflitos no país, com mais de 100 mil mortes em cerca de três anos. O Cerco de Sarajevo, entre 1992 e 1993, foi um dos episódios mais marcantes, com intenso fogo e violações a civis. Estima-se que mais de 11 mil civis morreram, e dezenas de milhares ficaram feridos ou deslocados.
A Bósnia enfrentou dificuldades para chegar a uma classificação direta para a Copa do Mundo de 2014. Na época, após o playoff, a seleção superou a Itália em decisão de pênaltis, garantindo a vaga no Mundial do Brasil. A atuação de Dzeko na época elevou seu status dentro do futebol europeu.
Jornada rumo à Copa do Mundo atual
Dzeko faz parte do elenco bósnio para a Copa do Mundo 2026, com participação já assegurada pelo desempenho histórico da seleção nas eliminatórias. O atacante afirma que superar a guerra fortaleceu sua mentalidade e não o intimida em campo. Hoje, ele segue como referência técnica para a equipe.
A trajetória do jogador mescla sucesso em clubes de grande expressão com a experiência de enfrentar adversidades extremas. A história do atleta reforça a ligação entre esporte e superação, sem abandonar o foco técnico na competição em curso.
Entre na conversa da comunidade