- Kaká foi convocado aos 20 anos para a Copa do Mundo de 2002, emoção ao ouvir seu nome na lista de Felipão durante a seleção brasileira.
- A chamada ocorreu numa segunda-feira; no sábado anterior, Felipão perguntou a Belletti sobre Kaká, que contou ao jovem sobre a conversa.
- No ambiente da equipe, sem celulares e com apoio entre os jogadores, havia rodas de conversa, baralho e convivência entre estrelas e o jovem Kaká; Ronaldo brincou com Dida envolvendo golfe no corredor.
- Kaká ficou na beira do campo nos minutos finais da final contra a Alemanha, mas não entrou; o Brasil sagrou-se pentacampeão e o narrador Galvão Bueno destacou o momento de Kaká na beira do campo.
- Ao chegar a Brasília, a comemoração ganhou dimensão com passeata, trio elétrico e Ivete Sangalo cantando, mostrando o impacto da conquista para o povo brasileiro.
Kaká, então com 20 anos, relembra sua primeira Copa do Mundo, a campanha de 2002 e a expectativa que cercou a lista de Felipão. O relato integra a série Minha Primeira Copa, da GQ Brasil.
A convocação para o Mundial ocorreu em 2002, em meio à rotina do São Paulo, onde Kaká brilhava após vencer o Rio-São Paulo no Morumbi. A confirmação chegou na segunda-feira, depois de uma conversa entre Felipão e Bonde Belletti.
A dupla de times se cruzou nos bastidores: Belletti foi ao quarto de Kaká para informar sobre o contato do técnico, aumentando a curiosidade da família. A notícia chegou com o silêncio que antecede a decisão.
O dia da convocação
No domingo anterior, Kaká já despertava com a expectativa de receber o chamado. Quando Felipão anunciou a composição, a surpresa foi ver o jovem no meio-campo escolhido para representar o Brasil.
A ansiedade tomou conta da casa: Kaká celebrou internamente ao perceber o peso da oportunidade de disputar sua primeira Copa aos 20 anos. A confirmação chegou com a cerimônia de divulgação da lista.
A atmosfera na seleção, sob comando de Felipão, priorizava concentração. Sem celulares conectados, o grupo mantinha o foco em treinos, rodas de conversa e apoio mútuo.
Bastidores, convivência e a preparação
A equipe encontrou no convívio entre estrelas e jovens um diferencial da campanha. Refeições em conjunto, jogos de baralho e debates sobre o futebol europeu marcaram o dia a dia no Japão e na Coreia do Sul.
Kaká relembra a rotina de convivência como parte da formação para o torneio, incluindo a convivência entre Ronaldo, Dida e outros nomes de peso da época. O aprendizado vinha também da análise de adversários.
A preparação tinha momentos de descontração, como as brincadeiras entre Ronaldo e Dida no corredor, além de discussões táticas que ajudaram a construir o espírito de grupo.
Na beira do campo e o pentacampeonato
Na final de 2002 contra a Alemanha, Kaká ficou próximo de entrar em campo nos minutos finais, conforme a narração de Galvão Bueno, mas a substituição não ocorreu. O Brasil se sagraria pentacampeão.
Ao retornar ao Brasil, a linha de chegada ganhou relevo. A recepção em Brasília mostrou ao grupo o tamanho do feito, com celebrações populares e Ivete Sangalo animando o público.
Quem viveu a campanha percebeu que o impacto da conquista foi ampliado pela emoção coletiva. A experiência na Copa moldou a trajetória de Kaká e permaneceu marcada na memória dos torcedores.
Entre na conversa da comunidade