- A Coreia do Sul venceu a República Tcheca por 2 a 1 na estreia da Copa do Mundo de 2026, no Estádio Guadalajara, no México.
- Hwang In-beom, recuperado de lesão, empatou aos 22 minutos do segundo tempo e conduziu o meio-campo da equipe, ainda com uma assistência.
- Oh Hyeon-gyu virou o jogo aos 35 minutos do segundo tempo, superando a febre de 38 graus antes da partida.
- Kim Seung-gyu, aos 36 anos, fez defesas decisivas e disputou sua quarta Copa do Mundo, após vencer lesões graves no ligamento cruzado anterior.
- O atacante Son Heung-min e o meia Lee Kang-in estavam em campo, mas os destaques ficaram com Hwang In-beom, Oh Hyeon-gyu e Kim Seung-gyu.
Os protagonistas da estreia da Coreia do Sul na Copa do Mundo de 2026 não foram os nomes mais conhecidos da equipe. Em uma vitória por 2 a 1 sobre a República Tcheca, os gols e os momentos decisivos vieram de quem chegava sob dúvidas e contratempos.
Hwang In-beom abriu caminho para a virada aos 22 minutos da segunda etapa ao empatar a partida. O meio-campista do Feyenoord foi alvo de lesões que ameaçaram sua presença no Mundial, incluindo uma contusão no pé direito em março. A recuperação acelerada permitiu que ele viajasse aos Estados Unidos e surgisse em campo com impacto.
Oh Hyeon-gyu completou a virada aos 35 minutos do segundo tempo, em uma atuação que destoou da incerteza que o cercava dias antes. O atacante reportou febre de até 38°C antes do jogo, mas conseguiu superar o mal-estar para marcar. A história dele envolve passagens por Celtic, Genk e Besiktas, além de uma trajetória de espera pela oportunidade no Mundial.
Kim Seung-gyu, aos 36 anos, foi peça-chave na contenção do placar. O goleiro evitou que a equipe adversária ampliara a vantagem em momentos decisivos, consolidando uma temporada marcada por superação após lesões graves no ligamento cruzado anterior. A vitória também teve um componente pessoal: o nascimento da filha, há uma semana, deu motivação adicional a ele.
O técnico adversário, Miroslav Koubek, reconheceu a qualidade das defesas coreanas ao final do confronto, destacando a atuação de Kim Seung-gyu. A partida ocorreu no Estádio Akron, em Guadalajara, no México, onde a Coreia do Sul iniciou o torneio com uma virada ao longo de 90 minutos intensos.
A atuação coletiva refletiu uma virada que veio após momentos de desconfiança que marcaram a preparação. Enquanto Son Heung-min conduziu com liderança, Lee Kang-in organizou as jogadas, o destaque recaiu sobre Hwang In-beom, Oh Hyeon-gyu e Kim Seung-gyu, que assumiram o protagonismo na primeira partida da seleção sul-coreana no Mundial.
Protagonismo fora da multidão
Hwang In-beom mostrou como a velocidade de recuperação pode impactar a temporada. Sua participação na volta ao cenário mundial reforçou o papel de cérebro do time, conectando defesa e ataque com passes certeiros e condução de jogo.
Oh Hyeon-gyu aproveitou a oportunidade em condições adversas para transformar uma virada esperada em realidade. A performance dele, após enfrentar febre alta, reforça a importância de manter a consistência na linha de ataque ao longo do torneio.
Kim Seung-gyu, por fim, confirmou a experiência e a resistência necessária para manter o equilíbrio defensivo. O desempenho dele durante a etapa final da partida consolidou a confiança da torcida e da comissão técnica.
A vitória na estreia reforça a ideia de que a Coreia do Sul pode depender de mecanismos bem ajustados entre defesa sólida e criação de jogadas no meio, com membros de diferentes gerações contribuindo para o resultado.
Entre na conversa da comunidade