- Brasil utiliza coletes vestíveis com sensores para monitorar velocidade, batimentos, cansaço e recuperação de jogadores, fortalecendo a preparação para a Copa do Mundo de 2026.
- os dados são integrados ao departamento de ciência do esporte da seleção, reunindo informações de clubes no Brasil e no exterior para acompanhar atletas à distância.
- as informações ajudam a definir jogadores, posições e táticas, além de acompanhar a recuperação de lesões e orientar decisões com base no desempenho em alta velocidade.
- a tecnologia continua em uso durante a Copa, com dados ao vivo para identificar quem está pronto para jogos e quem precisa descansar; houve ainda um teste do colete em Boston.
- embora a tecnologia seja importante, o julgamento humano dos técnicos segue sendo determinante, combinando dados com posicionamento, decisão e psicologia do jogo.
A seleção brasileira vem investindo em tecnologia vestível para a preparação para a Copa do Mundo de 2026. Coletes inteligentes coletam dados de desempenho e recuperação para orientar decisões técnicas. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre cada atleta ao longo da temporada.
Análises diárias ajudam a mapear velocidade, batimentos, cansaço e recuperação de lesões. As informações são enviadas pelos clubes ao departamento de ciência do esporte da seleção, permitindo acompanhamento mesmo à distância.
A iniciativa envolve a comissão técnica, liderada pelo treinador Carlos Ancelotti, que utiliza o acúmulo de dados para definir escolhas de jogadores, posições e estratégias. A ideia é reduzir incertezas com base em evidências.
Tecnologia vestível aplicada aos coletes
A maior parte dos jogadores utiliza coletes com sensores. O equipamento funciona sob a camisa, reunindo dados de movimento e desempenho ao longo de treinamentos e partidas.
Os dispositivos transmitem informações para o banco de dados da seleção, facilitando a comparação entre atletas que atuam em ligas diferentes. O monitoramento continua durante toda a temporada.
Segundo Guilherme Passos, fisiologista da equipe, a integração entre clubes e Seleção facilita a análise, mesmo quando o jogador está no exterior. A visibilidade sobre a agenda ajuda na gestão de cargas.
Decisões técnicas apoiadas por dados
As escolhas de elenco, funções táticas e posições são fortemente influenciadas pelos dados coletados. Lesões e reabilitação entram na avaliação para prevenir retornos precoces.
A recuperação de músculos da coxa é uma aplicação frequente, com métricas de potência e velocidade ajudando a avaliar a segurança de retorno ao jogo. Decisões de início ou entrada no jogo podem depender disso.
A avaliação também impacta o estilo de jogo. Um atleta rápido pode favorecer contra-ataques, por exemplo, conforme a leitura de dados de recuperação. A tecnologia continua ativa durante a Copa.
Teste de tecnologia em Boston e uso prático
Em demonstração para uma série da BBC, um colete da Catapult foi testado em treinamento de uma equipe da National Women’s Soccer League. O objetivo é entender a carga de trabalho e a eficiência em campo.
Os dados de batimentos, GPS e carga de treino ajudam técnicos a ajustar volumes de treino e a monitorar jogadoras que retornam de lesão. As medições em tempo real orientam substituições.
Em relação à preparação da seleção brasileira, a equipe de ciência do esporte ressalta que o fator humano continua decisivo. Dados orientam, mas a decisão final depende do julgamento técnico.
A estratégia vai além dos números
A tecnologia de rastreamento evolui com IA, incluindo o Football AI Pro da Fifa e Lenovo, que analisa milhões de dados para feedback imediato. Ainda assim, o time brasileiro reforça a importância da interpretação humana.
O objetivo é combinar dados com avaliação tática, psicológica e técnica dos jogadores. Assim, busca-se compor o time que maximize o rendimento na Copa do Mundo de 2026.
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