- Horas antes da convocação da Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza ficou de fora da lista anunciada, com Alisson, Ederson e Weverton entre os escolhidos.
- Hugo mostrou ansiedade ao vivo, cercado de amigos e familiares, enquanto acompanhava a divulgação da equipe.
- O lateral-direito Wesley também não disputará o torneio após sofrer lesão no último amistoso contra o Egito. Disse manter a cabeça erguida e buscar recuperação.
- Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que a frustração profissional pode atingir autoestima, identidade e saúde mental, especialmente em ambientes de alta pressão.
- A partir de estudos e relatos, destacam-se duas formas de lidar com a rejeição: frustração saudável, que gera aprendizado, e frustração destrutiva, que pode virar narrativa de incapacidade.
Horas antes da convocação oficial da seleção para a Copa do Mundo de 2026, o goleiro Hugo Souza acompanhava a lista anunciada por Carlo Ancelotti em vídeo ao vivo, cercado por amigos e familiares. A pressão de ver nomes como Alisson, Ederson e Weverton entre os escolhidos ficou evidente. Hugo não integrou a relação final.
No mesmo dia, o lateral-direito Wesley também foi informado de que não disputaria o torneio devido a uma lesão no último amistoso contra o Egito. Em redes sociais, ele afirmou manter a cabeça erguida e prometeu retorno mais forte. Os casos ilustram como frustrações podem impactar carreiras constantes de atletas.
Segundo especialistas ouvidos pelo g1, frustrações profissionais costumam mexer com autoestima, identidade e saúde mental, pois esportes de alto nível trazem enorme exposição e cobrança. A rejeição é vivida de forma individual, mesmo em contextos com rotina de elite.
Como lidar com a frustração profissional?
Especialistas destacam que a reação a uma negativa pode variar conforme a interpretação da situação. Pesquisadores observam que a pressão externa pode gerar respostas fisiológicas diferentes entre atletas, como variações de cortisol, ansiedade e tomada de decisão.
Pesquisador da USP, Gustavo Drago, ressalta que o ambiente adverso pode ser visto como ameaça ou como estímulo. A forma de interpretar o ocorrido determina, em parte, o peso emocional da rejeição.
Para muitos profissionais, a frustração não é apenas o episódio, mas a construção de uma identidade ligada ao desempenho. Quando o resultado esperado não chega, há risco de a autopercepção virar definição de valor pessoal, segundo Drago.
Drago aponta que a frustração saudável permite aprendizado e continuidade, enquanto a destrutiva pode gerar narrativa de incapacidade. O caminho mais comum é buscar reorganização emocional para seguir adiante.
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