- Curaçao classificou-se para a Copa do Mundo de 2026 e disputará o Grupo E, que inclui Alemanha, Equador e Costa do Marfim, em um dos grupos mais difíceis.
- A seleção é o menor país a chegar a um Mundial, com 160 mil habitantes, e a maior parte dos jogadores atua no exterior, em sua maioria na Holanda.
- A estratégia passa por fortalecer o futebol local por meio de laços com a Holanda e de convocações de atletas com ascendência curaçaoense, como Jurgen Locadia, Rangelo Janga e Leandro Bacuna.
- O técnico é Dick Advocaat, de 78 anos, que retornou à equipe após ver a filha estabilizar a saúde; Fred Rutten assumiu anteriormente, e o retorno foi autorizado após consulta aos jogadores.
- O governo e a federação trabalham para desenvolver o futebol na ilha, com retorno do campeonato local e plano de criar uma liga profissional em quatro a cinco anos, além de esperar impacto positivo no turismo com a classificação.
Curaçao garantiu vaga inédita para a Copa do Mundo de 2026, alcançando a classificação após campanha invicta nas Eliminatórias da Concacaf. A presença na competição marca o amadurecimento de um projeto de fomento do futebol na ilha.
Com 160 mil habitantes, Curaçao é o menor país classificado para um Mundial. O território é autônomo desde 2010, mantém laços com a Holanda e depende de jogadores com ascendência curaçoense na seleção.
A maior parte dos atletas atua fora da ilha, em países europeus, com exceção de Tahith Chong. O técnico é holandês, Dick Advocaat, que substituiu Fred Rutten por questões de saúde na família; depois retornou ao cargo, aos 78 anos.
Locadia, atacante de origem holandesa que estreou por Curaçao há três anos, afirmou ter aceitado a oportunidade após influências deRemko Bicentini e Eloy, entre outros jogadores, que o convenceram a defender a equipe local. Locadia atua no Miami FC.
Entre os destaques da equipe, Rangelo Janga e Leandro Bacuna aparecem como jogadores experientes, com 34 anos. Janga é artilheiro histórico da seleção, com 21 gols, e atua no Eindhoven. Bacuna é meia e disputa o Campeonato turco pelo Igdir.
A formação de Curaçao se apoia numa escola de base herdada da tradição holandesa, com jogadores que passaram pela ligas da Holanda, Inglaterra, Alemanha, Irã e China. A maioria busca manter a seleção como foco central de suas carreiras.
Desde que Gilbert Martina assumiu a FFK em 2025, a federação tem trabalhado para reorganizar a governança e retomar o futebol local, interrompido por quase dois anos. A meta é criar uma liga profissional em quatro a cinco anos.
O plano inclui fortalecer árbitros, treinadores e clubes, para que haja desenvolvimento sustentável no futebol da ilha. A ideia é consolidar o esporte e ampliar oportunidades para atletas locais.
Curaçao integra o Grupo E da Copa do Mundo de 2026, ao lado de Alemanha, Costa do Marfim e Equador. A diretoria da equipe reconhece o desafio, enfatizando o esforço total em campo para competir contra seleções de alto nível.
Pelo lado adversário, o técnico equatoriano Sebastián Beccacece destacou o entusiasmo de Curaçao como estreante, com base na escola holandesa e em treinadores experientes. A expectativa é de jogo competitivo, sem facilitar as partidas.
A repercussão do avanço vai além do futebol: segundo o primeiro-ministro Gilmar Pisas, o turismo na ilha deve crescer com a visibilidade internacional obtida pela classificação ao Mundial. A confirmação eleva Curaçao a palco de interesse global.
Entre na conversa da comunidade