- O protocolo da FIFA para a Copa prevê pausa obrigatória de 30 minutos quando há descarga elétrica a cerca de 13 a 16 quilômetros do estádio; cada novo relâmpago pode provocar outra interrupção de meia hora.
- Jogos no Canadá, Estados Unidos e México podem ser impactados por calor extremo, umidade e tempestades, especialmente em estádios abertos.
- Em MetLife Stadium, a véspera da estreia do Brasil contra o Marrocos registrou chuva forte; se tivesse ocorrido no dia da partida, o jogo precisaria ser paralisado.
- Cientistas apontam que a mudança climática pode tornar tempestades mais frequentes ou intensas, elevando o risco de interrupções nos próximos torneios.
- Quatro dos dezesseis estádios da Copa contam com cobertura fixa, mas a maioria é ao ar livre, o que aumenta a possibilidade de paralisações por temporais ou exposição a altas temperaturas.
O protocolo norte-americano para games da Copa do Mundo prevê interrupção das partidas por pelo menos 30 minutos caso haja descarga elétrica nas proximidades do estádio. Esse protocolo é aplicado com base em diretrizes da FIFA e do serviço meteorológico dos EUA.
As medidas são tomadas para enfrentar calor extremo, alta umidade e a possibilidade de raios. A cada novo relâmpago que se aproxime, pode haver nova pausa de 30 minutos, conforme o padrão de segurança.
A região de partidas prevê impactos de clima, especialmente em cidades com verão muito quente e alta umidade. A organização do torneio trabalha para manter o calendário, reduzindo riscos aos jogadores e torcedores.
Protocolo e aplicação prática
O MetLife Stadium, palco da estreia de uma seleção no torneio, registrou chuva forte na véspera do jogo. A previsão é de que, se houvesse o evento no dia, a partida poderia ter sido paralisada.
O protocolo prevê pausa obrigatória de 30 minutos quando a descarga elétrica cai a cerca de 13 a 16 quilômetros do estádio. A cada novo raio, a pausa pode ser reeditada, prolongando o intervalo.
Quatro estádios com cobertura foram destacados: Mercedes-Benz Stadium, AT&T Stadium, NRG Stadium e BC Place. Além disso, o SoFi Stadium em Los Angeles dispõe de cobertura retrátil.
Contexto climático e cenário da Copa
Especialistas observam que o aquecimento global pode aumentar a frequência de tempestades em algumas regiões. Cientistas destacam que mudanças na dinâmica de raios ainda geram incertezas, mas a tendência é de maior incidência em alguns setores.
Dados do CDC apontam mortes por impactos diretos de raios são infrequentes nos EUA, mas existem registros entre 2006 e 2021, principalmente em atividades ao ar livre. Os estádios costumam receber para-raios e sistemas de proteção.
A World Weather Attribution aponta que cerca de um quarto das partidas pode ocorrer sob condições de calor muito difíceis. A organização ressalta a necessidade de medidas de proteção aos públicos e atletas.
Especialistas ressaltam que a proteção é reforçada nos estádios. Mesmo sem ver a tempestade, é possível haver risco de raios a quilômetros de distância da área de maior atividade atmosférica.
Panorama de cobertura e impactos no torneio
O planejamento é manter partidas estáveis, com ajustes conforme as condições climáticas. A reorganização de horários pode ocorrer para evitar sobreposição de jogos e encavalamentos, especialmente com o formato de 48 seleções pela primeira vez.
A iniciativa de ampliar estádios cobertos visa reduzir atrasos causados por clima extremo. A liderança da FIFA tem defendido esse caminho para preservar a competição e a experiência do público.
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