- O governo de Gana apresentou protesto formal ao Canadá após negar visto a Thomas Partey para a Copa do Mundo de 2026, com a estreia da seleção ganesa marcada para 17 de junho contra o Panamá em Toronto.
- Partey, ex-Arsenal e hoje no Villarreal, será julgado por estupro e agressão sexual no Reino Unido, em processo relacionado a denúncias de quatro mulheres entre 2020 e 2022.
- A seleção de Gana tem base nos Estados Unidos, na Bryant University, em Boston, e a Fifa confirmou que Partey não viajará de lá para o Canadá.
- O comunicado de Gana sustenta que, mesmo respeitando a soberania do Canadá, acusações não comprovadas levantam questões de equidade e proporcionalidade.
- Autoridades de imigração do Canadá disseram não poder detalhar casos individuais, mantendo a prioridade da segurança; autoridades americanas lembraram que Partey não foi declarado culpado e teve visto para entrar nos Estados Unidos, com possibilidade de atuar contra Inglaterra e Croácia nos EUA.
Gana acionou formalmente o Canadá após negar visto ao jogador Thomas Partey, diante da Copa do Mundo de 2026. O protesto foi divulgado neste sábado pelo Ministério das Relações Exteriores ganês. Partey não poderá viajar para Toronto, onde a seleção estreia no dia 17 de junho contra o Panamá.
O governo de Gana sustenta que a negativa do visto levanta questões de equidade, mesmo reconhecendo o direito soberano do Canadá de aplicar leis de imigração. O país africano pediu a revogação da decisão.
Partey, ex-Arsenal e hoje no Villarreal, tem 32 anos e enfrenta julgamento por sete acusações de estupro e uma de agressão sexual no Reino Unido, referentes a denúncias entre 2020 e 2022.
A seleção de Gana montou base de treinos nos Estados Unidos, na Bryant University, em Boston. O time também disputa o Grupo L na Copa do Mundo, com jogos contra Inglaterra e Croácia nos EUA.
A FIFA confirmou que Partey não poderá sair da concentração de Gana em Boston para o Canadá. Ainda assim, o jogador pode atuar nas partidas seguintes, caso o time avance no grupo.
Autoridades de imigração do Canadá não detalharam casos individuais, afirmando cumprir regras de forma uniforme e sem exceções. A segurança de cidadãos canadenses, segundo o governo, é prioridade.
As autoridades americanas disseram entender o processo pode seguir, mas destacaram que Partey não foi considerado culpado e já teve visto liberado para entrar nos EUA. A situação permanece em desenvolvimento. /AFP
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