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Laboratório de dados usa IA para revolucionar o futebol e fazer gols

Laboratório belga aplica IA ao futebol, usando banco com 1,4 milhão de passes e 60 mil arremessos laterais; modelos como xG moldam tática e contratações

Laboratório aplica modelos de aprendizado de máquina em contextos esportivos de basquete, vôlei e, principalmente, futebol
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  • Laboratório da KU Leuven usa inteligência artificial para analisar futebol, buscando respostas úteis para técnicos, dirigentes e atletas.
  • Banco de dados de treinamento reúne mais de um milhão e quatrocentos mil passes e cerca de sessenta mil arremessos laterais, com alguns dados da Copa do Mundo de 2022.
  • São usados modelos como Vaep (pontua o impacto de cada ação) e xG (qualidade das chances), além de redes neurais do tipo transformers para automatizar a marcação de vídeos.
  • Conclusão: em determinados contextos, o passe para lateral no ataque pode aumentar a chance de criar situações de gol nas jogadas seguintes, influenciando o posicionamento e a recuperação de posse.
  • A revolução dos dados já atinge clubes europeus: várias equipes da Bundesliga, incluindo o Bayern de Munique, contratam serviços de IA para análises específicas.

Em 10 anos, o KU Leuven Institute of Sports Science, na Bélgica, lidera uma transformação silenciosa no estudo dos esportes. Unidades de pesquisa aplicam aprendizado de máquina em basquete, vôlei e, sobretudo, futebol, para entender decisões em campo.

A iniciativa utiliza grandes bancos de dados de eventos, como passes, chutes e dribles, combinados ao rastreamento de jogadores. Ao cruzar essas informações, técnicos podem medir taticamente o desempenho de jogadores e equipes, com impacto em contratações.

Coordenado por Jesse Davis, o laboratório reuniu um banco de treinamento com mais de 1,4 milhão de passes e cerca de 60 mil arremessos laterais. Parte dos dados veio da Copa do Mundo de 2022, no Qatar.

Aplicações práticas

A partir dos dados, ficou claro que, em certos contextos, mandar a bola para a lateral no campo ofensivo aumenta a chance de criar situações de gol. A leitura é territorial: recuperar a posse em zonas estratégicas visando forçar erros do adversário.

A equipe desenvolveu o Vaep, um modelo que pontua o impacto de cada ação com a bola, além do sistema xG, que avalia a qualidade das oportunidades. O estudo utiliza o processo de Markov para lidar com a fluidez do jogo.

Outra inovação é a rede neural baseada em transformers, que automatiza a marcação de vídeos, reduzindo horas de trabalho por partida. O laboratório oferece ferramentas para sincronizar dados de eventos com o rastreamento dos jogadores.

Cenário europeu

No futebol europeu, a revolução dos dados já é realidade em parte dos clubes. A maioria dos times da Bundesliga contrata empresas de IA para análises específicas, entre eles o Bayern de Munique, recente campeão alemão.

Copa do Mundo

A Copa do Mundo segue como evento esportivo privado, organizado pela Fifa a cada quatro anos. As seleções se classificam por meio de eliminatórias internacionais, com comissões técnicas definindo treinadores e elencos.

No Brasil, a escolha do treinador e dos jogadores é definida pela CBF, entidade privada cuja logística envolve convites e negociações comerciais. O governo não interfere na formação da equipe que disputa o torneio.

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