- Dezenove dos vinte e seis convocados nasceram em outros países, mas têm ascendência marroquina e defendem a seleção.
- A captação de talentos foi iniciada há aproximadamente quinze anos, sob um projeto apoiado pelo rei Mohammed VI, com o Complexo Mohammed VI em Salé recebendo investimento de 16,8 milhões de dólares.
- A rede de observação foca no basearionismo europeu, aproveitando jogadores nascidos na Espanha, Holanda e outros países; exemplos famosos são Hakimi, Amrabat, Mazraoui e Brahim Díaz, além de Ayyoub Bouaddi.
- Cerca de cinco milhões de pessoas de ascendência marroquina vivem fora do país; quinze convocados nasceram nesses países, fortalecendo o time com jogadores de diaspora africana.
- Nesta Copa do Mundo, Marrocos entra no Grupo C com desafio ao Brasil, marcado para 13 de junho, às 19h, em Nova Jersey, buscando manter o desempenho de quarta colocação no Catar-2022.
O Marrocos chega à Copa do Mundo com uma montagem de elenco baseada em observação constante de atletas formados fora do país. Dentre os 26 convocados, 19 nasceram em outras nações, mas possuem ascendência marroquina e defendem a seleção nacional. O objetivo é manter o time competitivo no cenário mundial.
A rede de captação atua há cerca de 15 anos, sob a coordenação da Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF). Estimativas apontam que o país abriga cerca de 5 milhões de pessoas com ascendência marroquina no exterior, principalmente na França, Espanha e Bélgica.
O processo de recrutamento ganhou impulso com o apoio do rei Mohammed VI, que incentivou a criação de centros de formação. Em 2009, foi implementado um núcleo para desenvolver talentos desde a base até a seleção principal. Hoje, o sistema já revela promessas em copas do mundo e campeonatos continentais.
Além de buscar atletas no exterior, a FRMF investe na formação interna. O Complexo Mohammed VI, em Salé, recebe jovens entre 12 e 18 anos, com estrutura completa de dormitórios, refeitórios, salas de aula, academia e campos. O custo foi de cerca de 16,8 milhões de dólares.
Essa dualidade de captação e formação já rendeu frutos. A seleção chegou ao quarto lugar no Catar-2022, superando históricos índices de desempenho. Nomes como Hakimi, Amrabat e outros nasceram fora, mas escolheram representar Marrocos.
Rede de talentos no exterior
Entre os recém-chegados à equipe, Issa Diop, Salah-Eddine e Ayyoub Bouaddi estrearam pela seleção em 2026. Bouaddi, ex-capitão da França sub-21, é hoje uma das jovens promessas que fortalecem o grupo. O movimento envolve a diáspora africana e a busca por identidade esportiva.
A aquisição de jogadores que nasceram em países europeus não é, segundo analistas, uma via de acesso fácil a seleções locais, mas uma estratégia consolidada de longo prazo. Estudos indicam que grande parcela dos jogadores opta por defender Marrocos.
A FRMF mantém a atuação de observadores e parcerias com clubes europeus, assegurando que a seleção seja competitiva desde as etapas de base até o time principal. O objetivo é manter o alto desempenho em copas subsequentes.
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